Introdução
Cada ano, milhões de pessoas em todo o mundo recebem um stent coronariano — e a maioria sai do procedimento com dúvidas sobre o que exatamente aconteceu dentro do seu coração, o que esse dispositivo faz e o que precisam fazer para preservar o resultado obtido. O stent coronariano transformou radicalmente o tratamento do infarto e da doença coronariana obstrutiva: o que antes exigia cirurgia de grande porte, hoje é resolvido por um cateter introduzido pelo pulso ou pela virilha. A Diretriz do ACC/AHA para Revascularização Coronariana (2021) consagrou a intervenção coronariana percutânea com stent como padrão de cuidado para a maioria dos pacientes com infarto agudo e doença coronariana significativa. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo orienta seus pacientes sobre cada etapa desse processo — antes, durante e depois.
Índice
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Stent no Coração: O Que É, Como É Colocado e os Cuidados
- O que é um stent coronariano e para que serve
- Stent de metal convencional versus stent farmacológico: qual a diferença
- Quando o stent é indicado: as situações clínicas que justificam o procedimento
- Como o stent é colocado: passo a passo do procedimento
- O papel da terapia antiplaquetária dupla após o stent
- Riscos e complicações possíveis: o que é raro mas precisa ser conhecido
- Cuidados essenciais após o implante de stent coronariano
- Reabilitação cardíaca após o stent: a etapa que muitos ignoram
Convite à Leitura
Se você ou alguém próximo recebeu um stent coronariano, ou se esse procedimento foi recomendado pelo seu médico, este conteúdo foi desenvolvido para transformar dúvidas em clareza — com base nas melhores evidências científicas disponíveis.
Desenvolvimento
1. O que é um stent coronariano e para que serve
O stent coronariano é um dispositivo médico tubular, em forma de malha metálica flexível, projetado para ser introduzido no interior de uma artéria coronária obstruída e mantê-la aberta de forma permanente. Sua função é restaurar o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco quando a artéria está bloqueada ou significativamente estreitada por uma placa de aterosclerose — acúmulo de gordura, células inflamatórias e tecido fibroso na parede arterial que reduz progressivamente a passagem de sangue e oxigênio para o coração.
A doença aterosclerótica das artérias coronárias é a principal causa de infarto do miocárdio e de angina — a dor ou desconforto no peito provocada pela isquemia cardíaca. Quando uma placa de aterosclerose se rompe subitamente, forma-se um trombo (coágulo) que pode obstruir completamente a artéria em minutos, causando o infarto. Em outras situações, o estreitamento progressivo da artéria compromete o fluxo sanguíneo durante o esforço físico, causando angina estável. Em ambos os cenários, o stent coronariano pode ser a solução mais eficaz e imediata para restabelecer o fluxo.
Segundo a Diretriz ACC/AHA/SCAI para Revascularização Coronariana (2021), publicada no Journal of the American College of Cardiology, a intervenção coronariana percutânea com implante de stent é o método de revascularização preferencial para a maioria dos pacientes com síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do ST (STEMI) quando realizada dentro de 12 horas do início dos sintomas — e ainda depois desse prazo, na presença de isquemia persistente. Esse consenso científico consolida o stent como um dos avanços mais significativos da cardiologia moderna, tendo reduzido de forma dramática a mortalidade por infarto agudo nas últimas décadas.
2. Stent de metal convencional versus stent farmacológico: qual a diferença
Nem todo stent é igual, e compreender as diferenças entre os tipos disponíveis é importante para que o paciente entenda as recomendações específicas que seu cardiologista fará após o procedimento. Existem dois grandes grupos de stents coronarianos: os stents metálicos convencionais (bare metal stents, BMS) e os stents farmacológicos (drug-eluting stents, DES) — e entre esses últimos, há diferenças importantes entre as gerações disponíveis.
Os stents metálicos convencionais, disponíveis desde a década de 1980, são malhas de aço inoxidável ou liga metálica que simplesmente mantêm a artéria aberta. Seu principal problema foi a reestenose — o crescimento excessivo de tecido dentro do stent em resposta à inflamação causada pelo dispositivo, que estreita novamente a artéria em 20% a 30% dos casos ao longo dos primeiros meses. Em resposta a esse problema, os stents farmacológicos foram desenvolvidos: são stents metálicos recobertos por um polímero que libera lentamente um fármaco antiproliferativo (tipicamente sirolimus, everolimus ou paclitaxel), que inibe o crescimento de tecido no interior do stent e reduz drasticamente a taxa de reestenose para valores entre 5% e 10%.
A Diretriz ESC para Manejo das Síndromes Coronarianas Agudas (2023) consolidou a preferência pelos stents farmacológicos de segunda geração em praticamente todas as situações clínicas — incluindo o infarto agudo —, dado seu perfil de segurança e eficácia superiores aos stents de primeira geração e aos stents metálicos convencionais. A distinção entre os tipos de stent é clinicamente relevante porque determina diretamente a duração recomendada da terapia antiplaquetária dupla obrigatória após o procedimento.
3. Quando o stent é indicado: as situações clínicas que justificam o procedimento
A decisão de implantar um stent coronariano não é tomada de forma arbitrária ou padronizada: ela resulta da avaliação individualizada do paciente, do padrão da doença coronariana identificado pela cineangiocoronariografia (cateterismo) e da comparação criteriosa entre as opções de tratamento disponíveis — incluindo o tratamento clínico otimizado e a cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safena).
Segundo a Diretriz ACC/AHA/SCAI para Revascularização Coronariana (2021), as principais indicações para intervenção coronariana percutânea com stent incluem: síndrome coronariana aguda com ou sem supradesnivelamento do ST (infarto agudo ou angina instável com lesão coronariana identificada), angina estável com isquemia documentada e lesão coronariana significativa em artéria responsável, e lesão de tronco de coronária esquerda ou doença multivaso em pacientes selecionados. A indicação é sempre individualizada, considerando a anatomia coronariana (avaliada pelo escore SYNTAX, que quantifica a complexidade das lesões), as comorbidades do paciente e a preferência informada do paciente após discussão clara dos riscos e benefícios.
A Diretriz ESC para Síndromes Coronarianas Crônicas (2024) enfatiza que a decisão de revascularizar — e o método escolhido — deve resultar de uma discussão multidisciplinar denominada Heart Team, especialmente nos casos de doença coronariana complexa. Em situações de doença de três vasos ou lesão de tronco com anatomia favorável à cirurgia, a cirurgia pode ter vantagens sobre o stent em termos de desfechos de longo prazo. O fundamental é que o paciente compreenda que o stent trata a obstrução, mas não trata a doença aterosclerótica subjacente — que continuará progredindo se os fatores de risco não forem controlados com rigor.
4. Como o stent é colocado: passo a passo do procedimento
O procedimento de implante de stent coronariano — tecnicamente denominado intervenção coronariana percutânea (ICP) ou angioplastia com stent — é realizado em laboratório de hemodinâmica, por cardiologista intervencionista treinado, em regime de urgência (nos casos de infarto agudo) ou eletivo (nos casos de doença coronariana estável). Embora envolva o coração, o procedimento é minimamente invasivo: não há abertura do tórax, não há parada cardíaca e o paciente permanece consciente durante todo o tempo.
O acesso ao sistema arterial é obtido por punção de uma artéria periférica — preferencialmente a artéria radial, no punho, conforme recomenda a Diretriz ACC/AHA para Manejo das Síndromes Coronarianas Agudas (2025), que destaca a abordagem radial como preferencial por reduzir o risco de sangramento em comparação com o acesso femoral. Por essa punção é introduzido um fino tubo flexível denominado cateter-guia, que é avançado pelo sistema arterial até o óstio da artéria coronária acometida, guiado por imagens de raios-X em tempo real (fluoroscopia) com injeção de contraste iodado.
Uma vez posicionado o cateter-guia, um fio-guia ultra-fino é passado através da obstrução. Sobre esse fio é avançado um cateter-balão, que é insuflado na região da estenose para dilatar a artéria — etapa denominada angioplastia com balão. Em seguida, o stent — montado sobre um balão dedicado — é posicionado exatamente no local da obstrução e insuflado, expandindo a malha metálica contra a parede arterial, onde permanece definitivamente. O balão é desinsuflado e removido, e o stent permanece implantado, mantendo a artéria aberta. A Diretriz ESC para ACS (2023) recomenda que, para lesões complexas ou no tronco da coronária esquerda, a imagem intracoronariana por ultrassom intravascular (IVUS) ou tomografia de coerência óptica (OCT) seja considerada para guiar o procedimento e confirmar a expansão adequada do stent.
5. O papel da terapia antiplaquetária dupla após o stent
A terapia antiplaquetária dupla — conhecida pela sigla DAPT, do inglês Dual Antiplatelet Therapy — é o componente farmacológico mais crítico do tratamento após o implante de stent coronariano. Ela consiste na combinação de dois medicamentos que atuam sinergicamente para reduzir a agregação de plaquetas e prevenir a formação de coágulos dentro do stent implantado: o ácido acetilsalicílico (AAS, a popular aspirina) e um segundo agente antiplaquetário da classe dos inibidores do receptor P2Y12, como o clopidogrel, o ticagrelor ou o prasugrel.
A necessidade da DAPT decorre de um processo biológico inerente ao implante do stent: ao comprimir a placa de aterosclerose contra a parede arterial, o stent expõe materiais trombogênicos ao sangue que circcula pela artéria, tornando o sítio altamente propenso à formação de trombos durante as semanas e meses seguintes — risco que vai diminuindo progressivamente à medida que o endotélio vascular cresce sobre o stent e o recobre. A Diretriz ESC para Manejo das Síndromes Coronarianas Agudas (2023) recomenda DAPT por 12 meses após o implante de stent em contexto de síndrome coronariana aguda. Para a doença coronariana crônica estável, a Diretriz ACC/AHA para Manejo da Doença Coronariana Crônica (2023) recomenda duração mínima de 6 meses.
A mensagem mais importante que todo paciente com stent precisa internalizar é esta: interromper a DAPT de forma prematura e não orientada pelo cardiologista responsável é a principal causa de trombose aguda do stent — uma complicação grave, frequentemente fatal, que pode ocorrer em horas após a interrupção da medicação. Antes de qualquer cirurgia eletiva ou procedimento odontológico que exija suspensão dos antiagregantes, é obrigatório consultar o cardiologista para avaliar o risco individualmente.
6. Riscos e complicações possíveis: o que é raro mas precisa ser conhecido
O implante de stent coronariano é um procedimento seguro e amplamente validado pelas diretrizes internacionais, com taxas de sucesso superiores a 95% nos centros habilitados. No entanto, como todo procedimento invasivo, carrega riscos que o paciente precisa conhecer — não para entrar em pânico, mas para reconhecer sinais de alerta e buscar atendimento imediato quando necessário.
A complicação mais temida é a trombose do stent — a formação de um coágulo dentro do dispositivo, que pode obstruir completamente a artéria e causar infarto agudo ou morte súbita. Uma meta-análise publicada no JACC (2015), que incluiu dez ensaios clínicos randomizados com 32.135 pacientes, demonstrou que a interrupção precoce da terapia antiplaquetária dupla está associada a aumento de 71% na taxa de trombose do stent em comparação com a manutenção adequada do tratamento. Com os stents farmacológicos de segunda geração e a DAPT adequada, a incidência de trombose do stent caiu para menos de 1% ao ano — mas o risco não é zero, e a adesão medicamentosa rigorosa é insubstituível.
A reestenose — reestramento da artéria dentro ou ao redor do stent — é outra complicação possível, mais comum com stents metálicos convencionais (20–30%) e significativamente reduzida com os stents farmacológicos modernos (5–10%). Ela se manifesta tipicamente com retorno da dor ou desconforto no peito semanas a meses após o procedimento e exige nova avaliação invasiva. Complicações relacionadas ao acesso vascular — hematoma, pseudoaneurisma e sangramento no local da punção — são mais comuns com o acesso femoral e raramente graves quando o acesso radial é utilizado, conforme preconizado pelas diretrizes atuais. O risco de reação ao contraste iodado e de insuficiência renal aguda é real e deve ser avaliado e minimizado pela equipe antes do procedimento.
7. Cuidados essenciais após o implante de stent coronariano
O sucesso do stent coronariano não termina na saída do laboratório de hemodinâmica. O período pós-procedimento exige disciplina medicamentosa, mudanças concretas de estilo de vida e acompanhamento cardiológico regular — sem os quais o risco de complicações e de novos eventos cardiovasculares permanece elevado. O stent tratou a obstrução; cabe ao paciente e ao seu cardiologista tratar a doença.
A Diretriz ACC/AHA para Manejo da Doença Coronariana Crônica (2023), publicada no periódico Circulation, establece como pilares da prevenção secundária após revascularização coronariana: adesão rigorosa à DAPT pelo tempo prescrito pelo cardiologista responsável, uso de estatinas de alta potência para manutenção do LDL-colesterol abaixo de 70 mg/dL (ou abaixo de 55 mg/dL nos casos de maior risco), controle rigoroso da pressão arterial, cessação definitiva do tabagismo, controle glicêmico em diabéticos, manutenção de peso saudável e prática regular de atividade física. Esses são objetivos com metas numéricas concretas, não sugestões vagas de "ter hábitos saudáveis".
No período imediato após o procedimento — nas primeiras 48 a 72 horas —, é normal algum desconforto no local do acesso vascular, que deve ser mantido comprimido e protegido. O retorno gradual às atividades cotidianas é orientado pelo cardiologista com base no contexto clínico: pacientes tratados eletivamente em contexto de doença estável retornam mais rapidamente do que aqueles que passaram por um infarto agudo. Qualquer dor torácica, falta de ar intensa, sangramento abundante no local do acesso ou outros sintomas após o procedimento devem ser imediatamente comunicados ao cardiologista ou ao serviço de emergência.
8. Reabilitação cardíaca após o stent: a etapa que muitos ignoram
Um dos aspectos mais subestimados do tratamento após o stent coronariano é a reabilitação cardíaca — um programa estruturado e supervisionado de exercício físico combinado com orientação nutricional, apoio psicológico e educação para controle dos fatores de risco cardiovascular. Existe um equívoco comum de que o stent "resolveu o problema" e que o paciente pode voltar à vida como antes. A reabilitação cardíaca é exatamente o oposto dessa lógica: é o componente que transforma o resultado do procedimento em proteção cardiovascular de longo prazo.
Uma revisão publicada no Journal of Clinical Medicine (2025), integrando resultados de metanálises comparando ICP isolada com ICP combinada à reabilitação cardíaca baseada em exercício, demonstrou que a reabilitação cardíaca após o stent está associada à redução de 26% na mortalidade cardiovascular, redução de 33% nas hospitalizações e redução de 18% no risco de novo infarto do miocárdio — além de melhora significativa na qualidade de vida. A mesma revisão ressaltou que cada semana de atraso no início do programa de reabilitação exige aproximadamente um mês adicional de exercício para recuperar o benefício perdido.
A Diretriz ACC/AHA para Manejo da Doença Coronariana Crônica (2023) classifica a reabilitação cardíaca como benefício cardiovascular significativo, recomendando que pacientes elegíveis após revascularização coronariana participem de programas estruturados com supervisão especializada. No Instituto Inject, o teste ergométrico realizado após o stent — além de ser um instrumento de segurança para identificar isquemia residual — serve como base para a prescrição de exercício individualizada, ajustada à capacidade funcional real de cada paciente, com o rigor científico que essa etapa exige.
FAQ - Perguntas Frequentes
1. O stent fica para sempre no coração? Sim. Os stents convencionais e farmacológicos são dispositivos permanentes, feitos de liga metálica biocompatível, que permanecem implantados na artéria coronária pelo resto da vida. Com o tempo, o endotélio vascular cresce sobre o stent, recobrindo-o e integrando-o à parede arterial. Existem também stents bioabsorvíveis — desenvolvidos para se dissolver ao longo de anos —, mas eles ainda têm indicações bastante selecionadas e não substituíram os stents metálicos na prática clínica geral.
2. Quem tem stent pode fazer ressonância magnética? Sim. Os stents coronarianos modernos são fabricados com ligas metálicas compatíveis com ressonância magnética (não ferromagnéticas), e não representam contraindicação para o exame. Em geral, recomenda-se aguardar pelo menos 6 a 8 semanas após o implante antes de realizar a ressonância, para garantir a estabilidade do dispositivo. Antes de qualquer exame de imagem, informe sempre ao serviço de radiologia que você possui um stent coronariano, para que o protocolo adequado seja utilizado.
3. Posso parar o remédio para o stent se estiver me sentindo bem? Não. A interrupção precoce da terapia antiplaquetária dupla — sem orientação e sem o tempo mínimo prescrito pelo cardiologista — é a principal causa de trombose aguda do stent, que pode causar infarto grave ou morte. A ausência de sintomas não indica que o stent está protegido. A medicação deve ser mantida rigorosamente pelo tempo determinado pelo seu cardiologista, que avaliará o risco individual para decidir quando é seguro interrompê-la.
4. Stent no coração limita atividades físicas? No período imediato após o procedimento, sim — há restrições temporárias orientadas pelo cardiologista conforme o caso clínico. A médio e longo prazo, a atividade física regular é não apenas permitida, como fortemente recomendada pelas diretrizes internacionais. A reabilitação cardíaca baseada em exercício após o stent está associada a redução de mortalidade cardiovascular e de novos eventos cardíacos. O tipo, a intensidade e o volume do exercício devem ser definidos com base em avaliação funcional individualizada.
5. O stent pode entupir de novo? Sim, embora seja incomum com os stents farmacológicos modernos. A reestenose — estreitamento dentro do stent — ocorre em 5% a 10% dos casos com stents de segunda geração, em comparação com 20% a 30% com stents metálicos convencionais. A trombose do stent, mais grave, ocorre em menos de 1% dos casos quando a terapia antiplaquetária é mantida corretamente. O controle rigoroso dos fatores de risco — especialmente LDL-colesterol, pressão arterial, tabagismo e glicemia — é a melhor estratégia para reduzir o risco de qualquer evento dentro ou fora do stent.
Conclusão
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: (1) o que é um stent coronariano e para que serve; (2) as diferenças entre stents metálicos convencionais e farmacológicos; (3) quando o stent é indicado segundo as diretrizes; (4) como o procedimento é realizado passo a passo; (5) o papel crítico da terapia antiplaquetária dupla após o implante; (6) os riscos e complicações possíveis que o paciente precisa conhecer; (7) os cuidados essenciais no período pós-procedimento; e (8) a reabilitação cardíaca como etapa fundamental — e frequentemente negligenciada — para o sucesso de longo prazo.
O stent é uma conquista da medicina moderna. Preservar esse resultado exige parceria ativa entre paciente e cardiologista, medicação rigorosa e mudança real de estilo de vida.
Agende sua avaliação
Se você passou por um implante de stent e quer um acompanhamento cardiológico completo, personalizado e baseado em evidências — ou se quer avaliar se um stent pode ser necessário no seu caso —, o Instituto Inject está pronto para ajudar.
O Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo realiza acompanhamento pós-stent com ECG, Ecocardiograma, Teste Ergométrico, Holter, MAPA e laudo técnico individualizado, tudo no mesmo local, em Marília-SP. A prevenção de novos eventos começa com avaliação precisa.
Entre em contato pelo WhatsApp (14) 99884-1112 e agende sua consulta. Seu coração merece acompanhamento à altura do que já passou.
Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Médico Cardiologista | PhD pela USP
Referências Bibliográficas
Lawton JS, Tamis-Holland JE, Bangalore S, et al. 2021 ACC/AHA/SCAI Guideline for Coronary Artery Revascularization: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Journal of the American College of Cardiology. 2022;79(2):e21-e129. doi: 10.1016/j.jacc.2021.09.006
Byrne RA, Rossello X, Coughlan JJ, et al. 2023 ESC Guidelines for the Management of Acute Coronary Syndromes. European Heart Journal. 2023;44(38):3720-3826. doi: 10.1093/eurheartj/ehad191
Vrints C, Andreotti F, Koskinas KC, et al. 2024 ESC Guidelines for the Management of Chronic Coronary Syndromes. European Heart Journal. 2024;45(36):3415-3537. doi: 10.1093/eurheartj/ehae177
Virani SS, Newby LK, Arnold SV, et al. 2023 AHA/ACC/ACCP/ASPC/NLA/PCNA Guideline for the Management of Patients With Chronic Coronary Disease. Circulation. 2023;148(9):e9-e119. doi: 10.1161/CIR.0000000000001168
Palmerini T, Benedetto U, Biondi-Zoccai G, et al. Duration of Dual Antiplatelet Therapy After Drug-Eluting Stent Implantation: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Journal of the American College of Cardiology. 2015;65(13):1298-1310. doi: 10.1016/j.jacc.2015.01.039
Mauri L, Kereiakes DJ, Yeh RW, et al.; DAPT Study Investigators. Twelve or 30 Months of Dual Antiplatelet Therapy after Drug-Eluting Stents. New England Journal of Medicine. 2014;371(23):2155-2166. doi: 10.1056/NEJMoa1409312
Dibben GO, Faulkner J, Oldridge N, et al. Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: A Meta-Analysis. European Heart Journal. 2023;44(6):452-469. doi: 10.1093/eurheartj/ehac747
Magalhaes MA, Colombo A, Capodanno D, et al. Exercise Training and Cardiac Rehabilitation in Patients After Percutaneous Coronary Intervention: Comprehensive Assessment and Prescription. Journal of Clinical Medicine. 2025;14(5):1607. doi: 10.3390/jcm14051607