Introdução

Imagine ter todos os exames cardiológicos "normais" — LDL controlado, pressão arterial em dia, glicemia dentro da meta — e ainda assim carregar um risco aumentado de infarto silenciosamente no sangue. Isso é exatamente o que acontece com cerca de 20% da população mundial que apresenta Lipoproteína(a) — ou Lp(a) — elevada. Determinada exclusivamente pela genética, a Lp(a) não varia com a dieta, não melhora com o exercício e frequentemente é ignorada nos check-ups convencionais. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025 da SBC foi categórica: todo adulto deve dosar a Lp(a) ao menos uma vez na vida. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo já integra a dosagem de Lp(a) ao protocolo de check-up cardiovascular de precisão — porque risco que não é medido não pode ser tratado.

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Lipoproteína(a) — Lp(a): O Fator de Risco Cardiovascular Que Você Provavelmente Nunca Dosou

  1. O que é a Lipoproteína(a) e como ela difere do LDL comum
  2. Por que a Lp(a) é considerada um fator de risco causal para doenças cardiovasculares
  3. Quem tem Lp(a) elevada? O papel determinante da genética
  4. Lp(a) e o risco de infarto, AVC e estenose aórtica
  5. Como é feito o diagnóstico: valores de referência e quando dosar
  6. O que as diretrizes internacionais recomendam sobre a Lp(a) em 2025
  7. Tratamento: o que fazer quando a Lp(a) está elevada hoje
  8. O futuro do tratamento da Lp(a): novas terapias em desenvolvimento

Se você nunca ouviu falar em Lipoproteína(a), não está sozinho — a maioria das pessoas, e até alguns profissionais de saúde, desconhece esse biomarcador. Mas a ciência das últimas décadas é clara: a Lp(a) elevada é um dos fatores de risco cardiovascular mais prevalentes e mais subdiagnosticados do mundo. Leia este artigo até o final e descubra se você precisa dosar a sua.

 

1. O Que É a Lipoproteína(a) e Como Ela Difere do LDL Comum

A Lipoproteína(a) — abreviada como Lp(a) e pronunciada "L P A" — é uma partícula lipídica presente naturalmente no sangue humano, estruturalmente semelhante ao LDL, o colesterol "ruim". Ela é composta por uma partícula de LDL — rica em colesterol e triglicérides — ligada covalentemente a uma proteína única chamada apolipoproteína(a), ou apo(a), por meio de uma ligação dissulfeto.

Essa apo(a) é o que torna a Lp(a) única e particularmente perigosa. Além das propriedades aterogênicas compartilhadas com o LDL — como a capacidade de penetrar na parede arterial e contribuir para a formação de placas —, a Lp(a) apresenta duas propriedades adicionais que o LDL comum não tem: é pró-inflamatória e pró-trombótica. Ela carrega fosfolipídios oxidados que ativam macrófagos, estimulam a inflamação vascular e interferem nos mecanismos de coagulação, tornando os coágulos sanguíneos mais prováveis.

Segundo uma revisão publicada no Journal of Cardiovascular Medicine (Irvine A et al. Front Cardiovasc Med. 2026;12:1710557), a Lp(a) foi descrita pela primeira vez em 1963 pelo médico norueguês Kåre Berg e, nos 60 anos seguintes, acumulou evidências crescentes como fator causal independente de doença cardiovascular aterosclerótica.

 

2. Por Que a Lp(a) É Considerada um Fator de Risco Causal para Doenças Cardiovasculares

A distinção entre fator de risco associado e fator de risco causal é fundamental na cardiologia preventiva. Muitos marcadores se correlacionam com eventos cardiovasculares sem, no entanto, causá-los diretamente. A Lp(a) é diferente — e as evidências que sustentam sua causalidade são das mais robustas da medicina cardiovascular atual.

Os três pilares que confirmam o papel causal da Lp(a) no risco cardiovascular são:

Estudos epidemiológicos de grande porte: múltiplas coortes com dezenas de milhares de participantes demonstram consistentemente que indivíduos com Lp(a) elevada têm risco significativamente maior de infarto, AVC isquêmico, doença arterial periférica e estenose valvar aórtica — independentemente dos níveis de LDL, da pressão arterial e de outros fatores de risco tradicionais.

Genética mendeliana randomizada: estudos que utilizam variantes genéticas como instrumento para estimar o efeito causal confirmam que a Lp(a) elevada causa — e não apenas se associa a — doença cardiovascular. Essa metodologia elimina o viés de confundimento presente em estudos observacionais. Revisão publicada na Current Cardiology Reports (Doherty S et al. Curr Cardiol Rep. 2025;27:11836235) reforça que tanto a AHA, a ESC quanto a Sociedade Europeia de Aterosclerose (EAS) reconhecem a Lp(a) como fator de risco causal.

Mecanismo biológico plausível e demonstrado: a Lp(a) penetra na parede arterial, promove inflamação, oxida fosfolipídios, favorece a calcificação valvar e interfere na fibrinólise — todos mecanismos diretamente ligados à aterosclerose e à trombose.

 

3. Quem Tem Lp(a) Elevada? O Papel Determinante da Genética

A principal característica que diferencia a Lp(a) de praticamente todos os outros fatores de risco cardiovascular é sua determinação quase exclusivamente genética. Os níveis de Lp(a) são definidos pelos genes herdados dos pais — especialmente variações no gene LPA que codifica a apo(a) — e permanecem estáveis ao longo de toda a vida.

Isso significa que:

  • Dieta não altera significativamente os níveis de Lp(a)
  • Exercício físico não reduz a Lp(a)
  • Perda de peso não modifica os valores de forma clinicamente relevante
  • Estatinas, ezetimiba e fibratos têm efeito mínimo ou nulo sobre a Lp(a) — e as estatinas podem, paradoxalmente, elevar levemente seus níveis

Estima-se que aproximadamente 20% da população mundial apresenta Lp(a) elevada — o que, em números absolutos, representa mais de 1,4 bilhão de pessoas. No Brasil, dados populacionais ainda são escassos, mas a prevalência deve seguir padrão semelhante ao internacional.

Grupos com maior probabilidade de ter Lp(a) elevada incluem: pessoas com histórico familiar de infarto precoce (antes dos 55 anos em homens ou 65 anos em mulheres), pacientes com doença cardiovascular estabelecida sem fator de risco convencional evidente, portadores de hipercolesterolemia familiar e pessoas de ascendência sul-asiática ou africana — grupos que tendem a apresentar níveis geneticamente mais elevados.

 

4. Lp(a) e o Risco de Infarto, AVC e Estenose Aórtica

A Lp(a) elevada está associada a um espectro amplo de doenças cardiovasculares, com graus variáveis de evidência:

Infarto agudo do miocárdio: a associação mais robusta. Estudos genéticos e prospectivos confirmam que cada duplicação nos níveis de Lp(a) se associa a aumento de aproximadamente 22% no risco de infarto — independente do LDL. Em pacientes com Lp(a) acima de 180 mg/dL, a Diretriz SBC 2025 classifica automaticamente o indivíduo como alto risco cardiovascular, independentemente de outros fatores.

AVC isquêmico: a associação com AVC cardioembólico e aterotromboembólico é significativa, embora menos forte do que com o infarto. Estudos publicados no JACC documentam risco aumentado de AVC em portadores de Lp(a) muito elevada.

Estenose valvar aórtica calcificante: uma das associações mais fascinantes da Lp(a) — ela promove a calcificação dos folhetos da valva aórtica por meio dos fosfolipídios oxidados que carrega, contribuindo para o desenvolvimento e a progressão da estenose aórtica. Essa relação, confirmada por estudos genéticos mendelianos, abre a possibilidade de que o tratamento da Lp(a) no futuro possa retardar a progressão da estenose aórtica — condição que hoje só tem tratamento cirúrgico ou por cateter.

Doença arterial periférica e insuficiência cardíaca: associações emergentes com evidência crescente, ainda que mais limitada do que para infarto e AVC.

 

5. Como É Feito o Diagnóstico: Valores de Referência e Quando Dosar

O diagnóstico da Lp(a) elevada é simples: um único exame de sangue, que pode ser colhido a qualquer hora, sem necessidade de jejum. Os valores de Lp(a) são estáveis ao longo da vida — por isso, uma única dosagem na vida adulta é geralmente suficiente para definir o perfil genético do indivíduo.

Os valores de referência recomendados pelas principais sociedades médicas são:

  • Normal: Lp(a) < 75 nmol/L ou < 30 mg/dL
  • Elevada (risco aumentado): Lp(a) ≥ 75 nmol/L ou ≥ 30 mg/dL
  • Muito elevada (alto risco independente): Lp(a) ≥ 180 mg/dL — limiar acima do qual a Diretriz SBC 2025 classifica automaticamente o paciente como alto risco cardiovascular

Atenção técnica importante: a Lp(a) pode ser medida em duas unidades — nmol/L (unidade preferida internacionalmente, pois independe do tamanho da partícula) ou mg/dL (ainda amplamente usada no Brasil). A conversão entre unidades não é direta e pode variar conforme o método laboratorial — por isso é fundamental que o médico interprete o resultado considerando a unidade utilizada pelo laboratório.

A Diretriz SBC 2025, a Diretriz ESC 2025 e a National Lipid Association (NLA) 2024 recomendam unanimemente que todos os adultos dosem a Lp(a) ao menos uma vez na vida, independentemente de outros fatores de risco. No Instituto Inject, a dosagem de Lp(a) faz parte do protocolo de check-up cardiometabólico de precisão — integrada à avaliação de LDL, ApoB, colesterol não-HDL e estratificação de risco cardiovascular global pelo Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo.

 

6. O Que as Diretrizes Internacionais Recomendam sobre a Lp(a) em 2025

O consenso internacional sobre a Lp(a) está mais alinhado do que nunca em 2025:

Diretriz Brasileira de Dislipidemias SBC 2025 (Rached FH et al. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640): recomenda dosagem de Lp(a) ao menos uma vez na vida em todos os pacientes adultos. Valores ≥ 75 nmol/L ou ≥ 30 mg/dL aumentam independentemente o risco cardiovascular. Lp(a) ≥ 180 mg/dL classifica automaticamente o paciente como alto risco, com metas de LDL mais rigorosas.

Atualização ESC 2025 sobre Dislipidemias: reforça que o papel atual da Lp(a) é de modificador de risco — ela não substitui o LDL como alvo terapêutico principal, mas reclassifica o risco do paciente para cima quando elevada, justificando metas de LDL mais agressivas. Recomenda dosagem universal ao menos uma vez na vida adulta.

European Atherosclerosis Society (EAS) e National Lipid Association (NLA) 2024: recomendam rastreamento universal e identificação de portadores de Lp(a) elevada para orientar prevenção primária mais intensiva.

A mensagem prática convergente de todas as diretrizes: se você não sabe seu valor de Lp(a), está com uma lacuna importante na sua avaliação cardiovascular.

 

7. Tratamento: O Que Fazer Quando a Lp(a) Está Elevada Hoje

Esta é a questão que mais gera dúvida e frustração: a Lp(a) está elevada — e agora? A resposta honesta e baseada em evidências é que, até o momento, não existe terapia aprovada especificamente para reduzir a Lp(a). As opções farmacológicas disponíveis têm efeito limitado ou nulo sobre ela:

  • Estatinas: efeito mínimo — podem até elevar levemente a Lp(a) em alguns pacientes
  • Ezetimiba: sem efeito significativo sobre a Lp(a)
  • Inibidores de PCSK9 (evolocumabe, alirocumabe): reduzem a Lp(a) em aproximadamente 20–30% — efeito modesto, não suficiente para atingir reduções clinicamente significativas na maioria dos casos
  • Niacina: reduz a Lp(a) em 20–40%, mas não demonstrou redução de eventos cardiovasculares em ensaios clínicos e apresenta perfil de efeitos adversos desfavorável
  • Aférese de lipoproteínas: procedimento de filtragem do sangue que remove a Lp(a) de forma eficaz — indicado em casos selecionados de Lp(a) muito elevada com doença cardiovascular progressiva, disponível em poucos centros especializados no Brasil

Diante da ausência de tratamento específico aprovado, a estratégia atual é reduzir agressivamente todos os outros fatores de risco modificáveis — especialmente o LDL, que pode ser controlado com metas ainda mais rigorosas em pacientes com Lp(a) elevada. A ideia é compensar o risco residual imposto pela Lp(a) com controle otimizado dos fatores tratáveis: pressão arterial, LDL, glicemia, peso e tabagismo.

 

8. O Futuro do Tratamento da Lp(a): Novas Terapias em Desenvolvimento

Esta é, possivelmente, a área mais empolgante da cardiologia preventiva atual. Múltiplas terapias específicas para reduzir a Lp(a) estão em fases avançadas de desenvolvimento clínico, com resultados de fase 2 extraordinariamente promissores:

Pelacarsen (Ionis/Novartis): oligonucleotídeo antisense (ASO) de segunda geração que bloqueia a síntese hepática de apo(a). Estudos de fase 2 demonstraram redução de até 80% nos níveis de Lp(a) com administração subcutânea mensal. O estudo de fase 3 Lp(a)HORIZON, com mais de 8.300 pacientes com doença cardiovascular estabelecida e Lp(a) elevada, está em andamento com resultados de desfechos cardiovasculares esperados em 2026.

Olpasiran (Amgen): pequeno RNA interferente (siRNA) que silencia o gene LPA no fígado. Estudos de fase 2 demonstraram reduções de 94% nos níveis de Lp(a) com dose subcutânea a cada 12 semanas. O estudo de fase 3 OCEAN(a), com mais de 7.200 pacientes, está recrutando.

Lepodisiran (Eli Lilly) e Zerlasiran (Silence Therapeutics): outros siRNAs em fase 3, com reduções de Lp(a) entre 80% e 96% demonstradas em fase 2.

Muvalaplin: pequena molécula oral em desenvolvimento que inibe a ligação entre apo(a) e apoB, impedindo a formação da partícula Lp(a). Se aprovada, seria o primeiro tratamento oral específico para Lp(a).

Segundo revisão publicada no Frontiers in Medicine (Alhomoud IS. Front Med. 2025;12:1727918), evidências de modelagem genética sugerem que é necessária uma redução absoluta de pelo menos 50 mg/dL na Lp(a) para obter benefício cardiovascular significativo — e todos os agentes acima superam amplamente esse limiar. Os resultados dos ensaios de fase 3 são aguardados com grande expectativa pela comunidade cardiológica mundial.

 

Perguntas Frequentes sobre Lipoproteína(a) — Lp(a)

A Lp(a) aparece no exame de colesterol comum? Não. O lipidograma convencional mede colesterol total, LDL, HDL e triglicérides — mas não inclui a Lp(a). É necessário solicitar especificamente a dosagem de Lp(a) ao médico. No Instituto Inject, ela integra o protocolo de check-up cardiometabólico completo.

Se a Lp(a) é genética, vale a pena dosar se os pais são saudáveis? Sim. A Lp(a) pode estar elevada mesmo sem histórico familiar evidente de doença cardiovascular, pois é determinada por variações genéticas que nem sempre se manifestam clinicamente nos pais. A dosagem universal ao menos uma vez na vida é recomendada pela Diretriz SBC 2025 para todos os adultos.

Dieta e exercício reduzem a Lp(a)? Não de forma significativa. Como a Lp(a) é determinada geneticamente, intervenções de estilo de vida têm efeito mínimo sobre seus níveis. Isso não significa que dieta e exercício sejam inúteis — eles continuam essenciais para controlar os outros fatores de risco cardiovascular modificáveis.

Quem tem Lp(a) elevada precisa tomar mais remédio? Não necessariamente mais medicamentos, mas metas mais rigorosas para os outros fatores de risco — especialmente o LDL. Segundo a Diretriz SBC 2025, a Lp(a) elevada justifica metas de LDL mais agressivas e vigilância cardiovascular mais frequente.

Quando os novos tratamentos para Lp(a) estarão disponíveis? Os estudos de fase 3 com pelacarsen e olpasiran têm resultados de desfechos cardiovasculares esperados entre 2026 e 2027. Se confirmada a eficácia, a aprovação regulatória e a disponibilidade clínica podem ocorrer nos anos seguintes. É uma das áreas de maior expectativa na cardiologia preventiva atual.

 

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: o que é a Lipoproteína(a) e como ela difere estrutural e funcionalmente do LDL; as evidências que a posicionam como fator de risco causal — não apenas associado — para doença cardiovascular; o papel determinante da genética na definição dos níveis de Lp(a) ao longo da vida; as doenças cardiovasculares associadas à Lp(a) elevada, incluindo infarto, AVC e estenose aórtica; como é feito o diagnóstico e quais são os valores de referência em 2025; o que as principais diretrizes internacionais — SBC 2025, ESC 2025 e NLA 2024 — recomendam sobre a dosagem e o manejo da Lp(a); as estratégias disponíveis hoje para reduzir o risco em portadores de Lp(a) elevada; e as novas terapias específicas em desenvolvimento — pelacarsen, olpasiran, lepodisiran e zerlasiran — que prometem transformar o tratamento desta condição nos próximos anos.

A Lp(a) elevada é silenciosa, genética e prevalente. Mas agora que você sabe que ela existe — e que pode ser medida — não há razão para deixar essa lacuna aberta na sua avaliação cardiovascular.

Você já dosou sua Lp(a)?

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Instituto Inject — Marília, SP WhatsApp para agendamento: (14) 99884-1112

Cuide da sua saúde com a precisão que você merece.

Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Cardiologia | PhD pela USP Instituto Inject — Marília, SP

 

Referências Bibliográficas

  1. Rached FH, Miname MH, Rocha VZ, et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose — 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250640.
  2. Irvine A, Watt J, Kurth MJ, et al. Lipoprotein(a): the neglected risk factor in cardiovascular health. Front Cardiovasc Med. 2026;12:1710557.
  3. Doherty S, Hernandez S, Rikhi R, et al. Lipoprotein(a) as a Causal Risk Factor for Cardiovascular Disease. Curr Cardiol Rep. 2025;27:11836235.
  4. Alhomoud IS. Emerging therapies targeting lipoprotein(a): the next frontier in cardiovascular risk reduction. Front Med. 2025;12:1727918.
  5. Sabatine MS, Giugliano RP, Keech AC, et al. Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease. N Engl J Med. 2017;376:1713–1722.
Publicado em 29/04/2026