Introdução

Estudos europeus estimam que a hipertensão pulmonar afeta entre 30 e 50 pessoas por milhão na população geral, e que mais de 70% dos pacientes chegam ao diagnóstico já em classes funcionais avançadas, quando a doença comprometeu severamente o coração direito. Esse atraso diagnóstico é um dos maiores desafios clínicos contemporâneos. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo acompanha pacientes com suspeita de hipertensão pulmonar por meio de protocolos de diagnóstico de precisão, integrando ecocardiografia, eletrocardiografia e avaliação hemodinâmica completa, dentro de uma abordagem baseada exclusivamente em evidências científicas.

 

Índice

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Hipertensão Pulmonar: sintomas, diagnóstico e tratamento.

  1. O que é hipertensão pulmonar e por que ela importa ao coração
  2. Como a hipertensão pulmonar é classificada: os cinco grupos clínicos
  3. Quais são os sintomas da hipertensão pulmonar
  4. Como é feito o diagnóstico: do ecocardiograma ao cateterismo
  5. Estratificação de risco: como definir a gravidade da doença
  6. Opções de tratamento disponíveis e suas evidências
  7. A relação entre hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca
  8. Quando buscar avaliação especializada

 

Convite à leitura

Ao longo deste conteúdo, você vai compreender com clareza o que é a hipertensão pulmonar, como ela se manifesta e de que forma o diagnóstico correto e oportuno pode transformar o prognóstico. A leitura é indicada a pacientes, familiares e profissionais que desejam entender esse tema com profundidade e embasamento científico.

 

1. O que é hipertensão pulmonar e por que ela importa ao coração

A hipertensão pulmonar é uma síndrome hemodinâmica caracterizada pela elevação anormal da pressão nas artérias que levam sangue dos pulmões ao coração. Trata-se de uma condição complexa, multifatorial, que pode decorrer de causas primárias ou ser consequência de outras doenças cardiovasculares, pulmonares, autoimunes ou tromboembólicas. O impacto direto dessa elevação pressórica recai sobre o ventrículo direito, câmara cardíaca responsável por bombear sangue para a circulação pulmonar. Quando a pressão nestas artérias permanece cronicamente elevada, o ventrículo direito passa a trabalhar contra uma resistência crescente, o que leva progressivamente à sua hipertrofia, disfunção e, em estágios avançados, à falência.

Segundo as Diretrizes ESC/ERS para Diagnóstico e Tratamento da Hipertensão Pulmonar (2022), o limiar hemodinâmico que define a doença foi atualizado e passou a ser uma pressão arterial pulmonar média superior a 20 mmHg, mensurada em repouso por cateterismo cardíaco direito. Essa mudança representa uma redução em relação ao critério anterior de 25 mmHg e reflete o reconhecimento de que pressões intermediárias já conferem risco clínico significativo. A hipertensão pulmonar, ao contrário do que seu nome pode sugerir, não é uma doença apenas pulmonar. É, fundamentalmente, uma doença do coração direito e da interface cardiopulmonar, e seu manejo exige competência cardiológica integrada.

 

2. Como a hipertensão pulmonar é classificada: os cinco grupos clínicos

A classificação da hipertensão pulmonar é essencial para orientar o tratamento, pois grupos distintos respondem a abordagens completamente diferentes. As Diretrizes ESC/ERS (2022) consolidaram uma organização em cinco grupos clínicos, mantendo a estrutura proposta no 6.º Simpósio Mundial de Hipertensão Pulmonar. O Grupo 1 compreende a hipertensão arterial pulmonar (HAP) propriamente dita, incluindo formas idiopáticas, hereditárias, induzidas por drogas e as associadas a doenças do tecido conectivo, HIV, hipertensão portal e cardiopatias congênitas. O Grupo 2 engloba a hipertensão pulmonar secundária às doenças do coração esquerdo, como a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida ou preservada, e as doenças valvares. O Grupo 3 é constituído pela hipertensão pulmonar associada a doenças pulmonares crônicas ou hipoxia, como a doença pulmonar obstrutiva crônica e a fibrose pulmonar. O Grupo 4 inclui a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica, condição potencialmente curável por intervenção cirúrgica ou percutânea. O Grupo 5 reúne causas multifatoriais e menos frequentes.

Segundo as mesmas diretrizes, essa classificação não é apenas taxonômica: ela define caminhos diagnósticos e terapêuticos distintos. Tratar um paciente com hipertensão pulmonar do Grupo 2 com medicamentos aprovados para o Grupo 1 pode ser não apenas ineficaz, mas potencialmente danoso. Por isso, a correta identificação do grupo clínico é considerada pela ESC/ERS (2022) um passo obrigatório antes de qualquer decisão terapêutica.

 

3. Quais são os sintomas da hipertensão pulmonar

Os sintomas da hipertensão pulmonar são notoriamente inespecíficos em suas fases iniciais, o que contribui de forma determinante para o atraso diagnóstico frequentemente observado na prática clínica. A dispneia progressiva ao esforço é a manifestação mais precoce e universal, presente em praticamente todos os casos. Ela se instala de maneira gradual, geralmente confundida com descondicionamento físico ou sobrepeso, retardando a suspeição clínica por meses ou até anos. Além da dispneia, os pacientes podem referir fadiga intensa, limitação ao exercício, palpitações, dor torácica atípica e episódios de tontura ou pré-síncope durante atividades físicas.

Em estágios mais avançados, quando a disfunção do ventrículo direito já está instalada, surgem sinais de congestão sistêmica: turgência jugular, hepatomegalia, edema de membros inferiores e ascite. A síncope ao esforço, quando presente, é um sinal de gravidade e deve motivar avaliação imediata. O exame físico pode revelar hiperfonese da segunda bulha cardíaca no foco pulmonar, sopros de insuficiência tricúspide e sinais de cor pulmonale. Um estudo publicado no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences (2024) reforçou que a hipertensão pulmonar é mais comumente diagnosticada quando os pacientes já se encontram em classes funcionais III ou IV da Organização Mundial da Saúde, o que demonstra a necessidade de maior vigilância clínica diante de qualquer dispneia de esforço progressiva sem causa evidente.

 

4. Como é feito o diagnóstico: do ecocardiograma ao cateterismo

O diagnóstico da hipertensão pulmonar é um processo escalonado que combina avaliação clínica, exames não invasivos e confirmação hemodinâmica invasiva. Conforme estabelecido pelas Diretrizes ESC/ERS (2022), o ecocardiograma transtorácico é o exame de rastreio inicial de escolha. Ele permite estimar a pressão sistólica da artéria pulmonar por meio da velocidade do refluxo tricúspide e identificar sinais indiretos de sobrecarga do ventrículo direito, como a dilatação de cavidades direitas, o septo interventricular em forma de "D" e a redução do TAPSE. Com base nesses parâmetros, a probabilidade de hipertensão pulmonar é classificada como baixa, intermediária ou alta.

No entanto, o cateterismo cardíaco direito permanece o padrão-ouro insubstituível para a confirmação diagnóstica. Conforme destacado pelas diretrizes e corroborado por dados de centros de referência brasileiros, o ecocardiograma pode incorrer em erros de estimativa em mais de 20% dos casos. O cateterismo permite mensurar diretamente a pressão arterial pulmonar média, a resistência vascular pulmonar e a pressão de oclusão da artéria pulmonar, dados que definem o perfil hemodinâmico — pré-capilar, pós-capilar ou combinado — e direcionam o tratamento. As Diretrizes ESC/ERS (2022) também redefiniram o limiar de resistência vascular pulmonar para dois Wood Units como critério de componente pré-capilar, um refinamento importante em relação à versão anterior. O algoritmo diagnóstico inclui ainda ECG, tomografia de tórax, cintilografia de ventilação-perfusão e exames laboratoriais para exclusão de doenças associadas.

 

5. Estratificação de risco: como definir a gravidade da doença

Após o diagnóstico confirmado de hipertensão pulmonar, a estratificação de risco é o passo que determina a urgência e a intensidade do tratamento. As Diretrizes ESC/ERS (2022) propõem um modelo de estratificação em três categorias — baixo, intermediário e alto risco — baseado em variáveis clínicas, funcionais, laboratoriais e hemodinâmicas. Entre os parâmetros avaliados, destacam-se a classe funcional da OMS, a distância percorrida no teste de caminhada de 6 minutos, os níveis de BNP ou NT-proBNP, os dados do ecocardiograma e os achados do cateterismo cardíaco direito.

A classe funcional tem papel central: pacientes em classe I ou II apresentam risco significativamente menor do que aqueles em classe III ou IV. Os biomarcadores natriuréticos, especialmente o NT-proBNP, fornecem informação prognóstica independente, sendo valores elevados associados a pior desfecho. Um estudo longitudinal com seguimento de até 15 anos, publicado na revista Pulmonary Circulation (2022), demonstrou que as taxas de sobrevida em 5 anos para a hipertensão arterial pulmonar idiopática melhoraram de forma progressiva com a era terapêutica moderna, atingindo 90,3% no grupo de menor risco. Essa evolução evidencia o impacto do diagnóstico precoce e da estratificação adequada no prognóstico da hipertensão pulmonar. O monitoramento periódico dos parâmetros de risco é recomendado a cada 3 a 6 meses para ajuste dinâmico da estratégia terapêutica.

 

6. Opções de tratamento disponíveis e suas evidências

O tratamento da hipertensão pulmonar é orientado pelo grupo clínico, pelo perfil hemodinâmico e pelo nível de risco do paciente. Para os pacientes do Grupo 1 — hipertensão arterial pulmonar — as Diretrizes ESC/ERS (2022) recomendam uma abordagem terapêutica baseada em três vias moleculares principais: a via do óxido nítrico, a via da endotelina e a via da prostaciclina. Os inibidores da fosfodiesterase-5, como o sildenafil e o tadalafil, atuam na via do óxido nítrico, promovendo vasodilatação pulmonar. O riociguat, estimulador da guanilato ciclase solúvel, representa outra opção nessa via. Os antagonistas dos receptores de endotelina — como o macitentan e a ambrisentana — bloqueiam o efeito vasoconstritor da endotelina. Os análogos de prostaciclina, como o epoprostenol, o treprostinil, o iloprost e o selexipag, ampliam a vasodilatação por uma terceira via distinta.

A terapia de combinação inicial, reunindo dois ou mais agentes de vias diferentes, passou a ser a estratégia preferencial para pacientes sem comorbidades cardiopulmonares importantes, conforme as diretrizes da ESC/ERS (2022). Um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (2021) revisou as evidências sobre a combinação dessas classes e confirmou benefícios na capacidade funcional e nos desfechos clínicos. Para o Grupo 4, a tromboendarterectomia pulmonar é o tratamento de escolha nos casos operáveis, com possibilidade de cura. Em pacientes não operáveis, o riociguat e procedimentos de angioplastia por balão representam alternativas com evidência crescente. Para os grupos 2 e 3, o tratamento da doença de base é prioritário, e o uso de medicamentos específicos para HAP não é indicado de rotina.

 

7. A relação entre hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca

A relação entre hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca é bidirecional e clinicamente relevante. A insuficiência cardíaca, especialmente com fração de ejeção preservada, é uma das causas mais comuns de hipertensão pulmonar secundária, constituindo o Grupo 2 da classificação clínica. Nessa condição, a elevação da pressão nas câmaras esquerdas transmite-se retrograda e cronicamente para a circulação pulmonar, resultando em hipertensão pulmonar pós-capilar. A distinção entre os subtipos — isolado pós-capilar e combinado pré e pós-capilar — tem implicação direta no prognóstico, como demonstrou um estudo publicado no Journal of Heart and Lung Transplantation (2025), que analisou dados de quase 5.000 pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca no Japão.

Por outro lado, a hipertensão pulmonar de qualquer grupo pode, ao longo de sua evolução, comprometer progressivamente o ventrículo direito, culminando em insuficiência cardíaca direita, denominada cor pulmonale. Essa complicação marca uma virada no prognóstico. Um estudo publicado no European Journal of Heart Failure acompanhou pacientes por até 15 anos e documentou trajetórias de deterioração progressiva da função ventricular direita quando a pressão pulmonar não era controlada adequadamente. Esses dados reforçam a necessidade de avaliação cardiológica integrada, capaz de identificar precocemente o impacto da hipertensão pulmonar sobre o ventrículo direito e intervir antes que a disfunção se torne irreversível.

 

8. Quando buscar avaliação especializada

A decisão de quando encaminhar ou buscar avaliação especializada é determinante para o prognóstico da hipertensão pulmonar. Toda dispneia progressiva ao esforço sem causa evidente após avaliação inicial merece investigação estruturada. O mesmo vale para pacientes com doenças de risco conhecidas para o desenvolvimento de hipertensão pulmonar: doenças do tecido conectivo como esclerodermia, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide; portadores de HIV; hepatopatias crônicas com hipertensão portal; histórico de tromboembolismo pulmonar e cardiopatias congênitas. As Diretrizes ESC/ERS (2022) recomendam rastreio anual com ecocardiograma nesses grupos de risco, mesmo na ausência de sintomas.

A avaliação especializada é também indicada quando o ecocardiograma de rastreio demonstra probabilidade intermediária ou alta de hipertensão pulmonar, independentemente do grau de sintomas. No Instituto Inject, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo conduz essa avaliação com recursos diagnósticos que incluem ecocardiograma completo com avaliação das câmaras direitas, eletrocardiograma, teste ergométrico e análise laboratorial complementar, permitindo estratificar o risco cardiovascular do paciente de forma individualizada. A abordagem do instituto privilegia o diagnóstico antes que a hipertensão pulmonar avance para estágios em que as opções terapêuticas são mais limitadas e os desfechos mais reservados.

 

FAQ

1. Hipertensão pulmonar tem cura?

Depende do tipo. A hipertensão pulmonar do Grupo 4, de origem tromboembólica crônica, pode ser curada por cirurgia chamada tromboendarterectomia pulmonar em casos selecionados. Para as demais formas, o tratamento tem como objetivo controlar a progressão da doença, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de insuficiência cardíaca direita, mas não representa cura definitiva.

2. Qual é a expectativa de vida de quem tem hipertensão pulmonar?

A sobrevida melhorou significativamente com os avanços terapêuticos das últimas décadas. Estudos atuais mostram sobrevida em 5 anos superior a 90% em pacientes com hipertensão arterial pulmonar idiopática de baixo risco tratados com terapia combinada. O prognóstico depende do grupo clínico, da classe funcional ao diagnóstico e da resposta ao tratamento. Diagnóstico precoce é o principal determinante de melhor evolução.

3. Qual exame confirma a hipertensão pulmonar?

O cateterismo cardíaco direito é o padrão-ouro. Ele mede diretamente a pressão arterial pulmonar média, a resistência vascular pulmonar e o perfil hemodinâmico do paciente. O ecocardiograma é utilizado no rastreio inicial, mas não substitui o cateterismo para confirmar o diagnóstico de hipertensão pulmonar, pois pode errar em mais de 20% dos casos.

4. Quais doenças causam hipertensão pulmonar secundária?

Entre as principais estão a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada ou reduzida, a doença pulmonar obstrutiva crônica, a fibrose pulmonar, a esclerodermia, o lúpus, o tromboembolismo pulmonar crônico, a cirrose hepática e o HIV. Nessas situações, o tratamento da causa de base é sempre prioritário, e o uso de medicamentos específicos para hipertensão pulmonar do Grupo 1 pode ser contraindicado.

5. A hipertensão pulmonar é diferente da hipertensão arterial comum?

Sim, completamente. A hipertensão arterial sistêmica acomete as artérias de todo o corpo e sobrecarrega o ventrículo esquerdo. A hipertensão pulmonar afeta exclusivamente a circulação entre o coração e os pulmões, sobrecarregando o ventrículo direito. São doenças distintas em fisiopatologia, diagnóstico e tratamento, embora possam coexistir no mesmo paciente.

 

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: o que é a hipertensão pulmonar e sua importância para o coração; os cinco grupos da classificação clínica; os sintomas que devem motivar investigação; o papel do ecocardiograma e do cateterismo no diagnóstico; a estratificação de risco e suas implicações; as opções terapêuticas com embasamento científico; a relação bidirecional com a insuficiência cardíaca; e os critérios para buscar avaliação especializada. A hipertensão pulmonar é uma condição séria e subdiagnosticada, mas com prognóstico transformado quando identificada e tratada precocemente dentro de uma abordagem cardiológica de precisão.

 

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Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Médico Cardiologista | PhD pela USP

 

Referências Bibliográficas

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Fernandes CJ, Calderaro D, Assad APL, et al. Atualização no Tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2021;117(4):818–831. DOI: 10.36660/abc.20200702.

Hendriks PM, Staal DP, van de Groep LD, et al. The evolution of survival of pulmonary arterial hypertension over 15 years. Pulmonary Circulation. 2022;12(4):e12137.

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Grunig E, Benjamin N, Kruger U, et al. Updated Clinical Classification and Hemodynamic Definitions of Pulmonary Hypertension and Its Clinical Implications. Journal of Cardiovascular Development and Disease. 2024. PMC10971453.

Publicado em 11/05/2026