Introdução
Um número entre 35% e 70% aparece no laudo do ecocardiograma, frequentemente sem explicação suficiente — e gera dúvidas, ansiedade e perguntas que chegam diariamente ao consultório do Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo, no Instituto Inject, em Marília-SP. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo é considerada, há décadas, o parâmetro mais importante para classificar a insuficiência cardíaca, orientar o tratamento e indicar dispositivos implantáveis. Segundo a Diretriz de Insuficiência Cardíaca da American Heart Association e do American College of Cardiology de 2022, praticamente todas as grandes decisões terapêuticas na insuficiência cardíaca são ancoradas nesse único número.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Fração de Ejeção: O Número do Ecocardiograma Explicado
- O que é a fração de ejeção e o que ela mede
- Como a fração de ejeção é medida no ecocardiograma
- Quais são os valores normais da fração de ejeção
- O que significa fração de ejeção baixa — e quais são os graus
- Fração de ejeção preservada: quando o coração bate forte, mas ainda adoece
- A fração de ejeção como bússola das decisões terapêuticas
- A fração de ejeção pode melhorar? O conceito de recuperação miocárdica
- Por que a fração de ejeção não conta tudo — e o que mais o cardiologista avalia
A fração de ejeção é um número que resume, em porcentagem, a força com que o coração bombeia o sangue a cada batimento. Entender o que ele representa — e o que ele não é capaz de dizer sozinho — é fundamental para qualquer pessoa que conviva com doença cardíaca ou que queira compreender o próprio laudo de ecocardiograma.
1. O que é a fração de ejeção e o que ela mede
O coração funciona como uma bomba que contrai e relaxa de forma rítmica. A cada contração — chamada de sístole —, o ventrículo esquerdo ejeta uma fração do sangue que estava acumulado em seu interior para a circulação. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE, ou LVEF em inglês) expressa, em porcentagem, a proporção do volume de sangue presente no ventrículo ao final do enchimento (volume diastólico final) que é efetivamente expulso para a aorta a cada batimento.
Em termos práticos: se o ventrículo contém 100 mL de sangue ao final do enchimento e ejeta 60 mL durante a contração, a fração de ejeção é de 60%. O volume que permanece no ventrículo após a ejeção — os 40 mL remanescentes nesse exemplo — é chamado de volume sistólico final. A relação entre esses dois volumes define o grau de eficiência contrátil do coração e é exatamente isso que a fração de ejeção quantifica.
É importante compreender que a fração de ejeção é uma medida da função sistólica — ou seja, da capacidade de contração do ventrículo — e não da função diastólica, que diz respeito ao relaxamento e ao enchimento. Essa distinção tem implicações clínicas diretas, como será abordado adiante. Segundo dados do StatPearls (NCBI), a avaliação precisa da fração de ejeção é considerada a pedra angular da prática cardiológica diária para decisões diagnósticas, prognósticas e de manejo.
2. Como a fração de ejeção é medida no ecocardiograma
O ecocardiograma transtorácico é o método padrão para medir a fração de ejeção na prática clínica. Dentre as técnicas disponíveis, a mais recomendada atualmente pelas diretrizes é o método biplano de discos de Simpson modificado, que utiliza as vistas apicais de quatro câmaras e duas câmaras para traçar os contornos internos do ventrículo esquerdo tanto ao final da diástole quanto ao final da sístole. A diferença entre os volumes calculados nas duas fases determina a fração de ejeção com a maior acurácia possível dentro das limitações da ecografia bidimensional.
Outros métodos ainda são encontrados em laudos mais antigos ou em equipamentos menos sofisticados: o modo M — que utiliza apenas uma linha de corte — e modelos geométricos simplificados, como o modelo elipsóide. Segundo dados publicados no StatPearls (NCBI Bookshelf), essas técnicas mais antigas foram substituídas porque dependem de suposições geométricas simplificadas que limitam a acurácia, especialmente em corações com formato ou movimentação atípicos.
A ecocardiografia tridimensional (3D) representa o avanço mais recente e oferece medição volumétrica direta do ventrículo, sem depender de suposições geométricas, sendo considerada a técnica mais acurada disponível por imagem sem radiação. A ressonância magnética cardíaca é, tecnicamente, o padrão-ouro para medir a fração de ejeção com máxima precisão — utilizada em casos complexos, em pesquisas clínicas e quando o ecocardiograma apresenta janela acústica inadequada. A Diretriz ESC/EACTS de 2025 para valvopatias e a Diretriz da ESC de 2021 para insuficiência cardíaca reforçam o papel dessas modalidades avançadas em cenários específicos.
3. Quais são os valores normais da fração de ejeção
A interpretação da fração de ejeção exige que o paciente e o médico conheçam os valores de referência utilizados pelas principais diretrizes internacionais. De forma geral, uma fração de ejeção igual ou superior a 50% é considerada normal ou preservada pelas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2021. Valores entre 41% e 49% configuram uma zona intermediária denominada levemente reduzida, e valores iguais ou inferiores a 40% definem a fração de ejeção reduzida.
É relevante notar que existe um debate técnico sobre o limiar inferior do que seria "normal". Artigo publicado no JACC: Heart Failure aponta que pacientes com fração de ejeção entre 50% e 55% — frequentemente classificados em laudos como "normal baixo" — apresentam risco aumentado de desenvolver insuficiência cardíaca e maior mortalidade em comparação com pacientes com fração de ejeção acima de 55%. Isso sugere que, na prática, valores entre 55% e 70% representam a faixa de maior segurança funcional.
No extremo oposto, existe também o conceito de fração de ejeção supranormal — acima de 65% — reconhecida em artigo publicado no European Heart Journal como um fenótipo distinto de insuficiência cardíaca associado a maior mortalidade por todas as causas em comparação com pacientes com fração de ejeção preservada no intervalo convencional. Isso demonstra que, na insuficiência cardíaca, a relação entre o valor da fração de ejeção e o prognóstico não é linear, mas sim em formato de U, conforme também descrito em publicações dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
| Fração de Ejeção (FEVE) | Classificação ESC 2021 | Fenótipo de IC |
|---|---|---|
| ≥ 50% | Normal / preservada | HFpEF |
| 41% – 49% | Levemente reduzida | HFmrEF |
| ≤ 40% | Reduzida | HFrEF |
| ≤ 35% | Gravemente reduzida | HFrEF grave (limiar para dispositivos) |
4. O que significa fração de ejeção baixa — e quais são os graus
Quando a fração de ejeção se encontra abaixo de 40%, fala-se em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida — denominada na literatura internacional como HFrEF. Essa é a forma de insuficiência cardíaca que possui o maior conjunto de evidências sobre tratamento farmacológico e intervenções com dispositivos, por ter sido a mais estudada em grandes ensaios clínicos randomizados nas últimas três décadas.
Dentro da fração de ejeção reduzida, o limiar de 35% tem importância clínica especial. A Diretriz AHA/ACC/HFSA para Manejo da Insuficiência Cardíaca de 2022 e a Diretriz ESC de 2021 estabelecem que pacientes com fração de ejeção igual ou inferior a 35%, sintomáticos em classe funcional II ou III da New York Heart Association e em uso de medicação otimizada há pelo menos 90 dias, são candidatos à avaliação para cardiodesfibrilador implantável (CDI) para prevenção primária de morte súbita cardíaca. Pacientes com fração de ejeção igual ou inferior a 35% com bloqueio de ramo esquerdo e QRS alargado também podem ser candidatos à terapia de ressincronização cardíaca (TRC).
Os graus de redução da fração de ejeção têm impacto direto no prognóstico: quanto mais baixo o valor, maior, em geral, o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca, de morte por progressão da doença e de morte súbita arrítmica. Uma análise de quase 94.000 pacientes, publicada em periódico científico com dados do mundo real, demonstrou que o risco de piora da insuficiência cardíaca segue uma relação em curva U em relação à fração de ejeção — com risco elevado tanto nos extremos baixos quanto nos extremos altos do espectro.
5. Fração de ejeção preservada: quando o coração bate forte, mas ainda adoece
Um dos conceitos mais difíceis de compreender para pacientes e familiares é o de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF). Nessa condição, o ventrículo esquerdo mantém uma contração aparentemente normal — a fração de ejeção está acima de 50% —, mas o coração falha em seu desempenho global porque não consegue relaxar adequadamente durante a fase de enchimento (diástole).
Essa disfunção diastólica leva ao acúmulo de pressão nas câmaras cardíacas e nos pulmões durante os esforços — e eventualmente em repouso —, gerando os mesmos sintomas clássicos da insuficiência cardíaca: falta de ar, cansaço e intolerância ao exercício. O diagnóstico da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada é mais complexo justamente porque o número mais visível no laudo — a fração de ejeção — parece normal.
Segundo a Diretriz ESC para insuficiência cardíaca de 2021 e sua atualização focada de 2023, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada representa atualmente cerca de metade de todos os casos de insuficiência cardíaca, proporção que cresce com o envelhecimento da população, a maior prevalência de obesidade, hipertensão arterial e diabetes. O consenso de especialistas do ACC de 2023 para manejo da HFpEF destaca que, diferentemente da forma com fração de ejeção reduzida, a HFpEF possui um arsenal farmacológico mais restrito, tornando o controle rigoroso dos fatores de risco e o tratamento não farmacológico — incluindo o exercício supervisionado — ainda mais centrais.
6. A fração de ejeção como bússola das decisões terapêuticas
Poucos parâmetros em cardiologia têm impacto tão direto e abrangente nas decisões clínicas quanto a fração de ejeção. Esse único número orienta a escolha de medicamentos, a indicação de dispositivos implantáveis e a seleção de candidatos a procedimentos cirúrgicos ou percutâneos.
No campo farmacológico, a fração de ejeção reduzida (HFrEF) é a única categoria de insuficiência cardíaca para a qual existe uma "terapia quadrupla" formalmente recomendada em Classe I pelas diretrizes — incluindo betabloqueadores, inibidores do SRAA (IECA, BRA ou sacubitril-valsartana), antagonistas mineralocorticóides e inibidores de SGLT-2 —, todos com comprovação de redução de mortalidade em grandes ensaios clínicos randomizados. Para a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, apenas os inibidores de SGLT-2 demonstraram redução de hospitalização de forma consistente.
No campo dos dispositivos, como citado anteriormente, o limiar de 35% define a elegibilidade para CDI e TRC segundo as diretrizes AHA/ACC/HFSA de 2022 e ESC de 2021. No campo cirúrgico, a fração de ejeção é um dos critérios fundamentais para indicar ou contraindicar cirurgia valvar, revascularização miocárdica e transplante cardíaco. A Diretriz ESC/EACTS 2025 para valvopatias, por exemplo, usa o valor da fração de ejeção como gatilho para intervenção em pacientes com insuficiência aórtica e mitral assintomáticas.
7. A fração de ejeção pode melhorar? O conceito de recuperação miocárdica
Uma das informações mais esperançosas que o cardiologista pode transmitir a um paciente com fração de ejeção reduzida é que esse número não é permanente — ele pode melhorar. Esse fenômeno, denominado remodelamento reverso, ocorre quando o músculo cardíaco recupera parte de sua função contrátil em resposta a tratamento adequado.
A Diretriz AHA/ACC/HFSA de 2022 reconhece formalmente o fenótipo de insuficiência cardíaca com fração de ejeção melhorada (HFimpEF), definido como pacientes que anteriormente tinham fração de ejeção igual ou inferior a 40% e que, em avaliação de seguimento, apresentam valor superior a 40%. A recuperação é mais frequente em cenários específicos: cardiomiopatias causadas por taquicardia crônica não tratada, cardiomiopatia periparto, miocardite aguda, disfunção induzida por hipotireoidismo e casos tratados com revascularização miocárdica ou resincronização cardíaca.
Um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia acompanhou 626 pacientes com insuficiência cardíaca grave e demonstrou que, entre os pacientes com fração de ejeção reduzida em tratamento médico otimizado, aqueles que apresentaram aumento da fração de ejeção tiveram mortalidade significativamente menor em relação aos que permaneceram estáveis ou pioraram. Essa evidência reforça a importância do reavaliação periódica da fração de ejeção pelo ecocardiograma — especialmente após três a seis meses de medicação ajustada — para guiar decisões sobre dispositivos e orientar o prognóstico com maior precisão.
8. Por que a fração de ejeção não conta tudo — e o que mais o cardiologista avalia
A fração de ejeção é um número poderoso — mas não é um número completo. Essa é uma das mensagens mais importantes que o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo transmite em consulta: a fração de ejeção mede exclusivamente a função sistólica do ventrículo esquerdo e não captura diversas outras dimensões do desempenho cardíaco que têm impacto prognóstico independente.
Entre os parâmetros que o ecocardiograma também avalia — e que o cardiologista integra ao valor da fração de ejeção para ter uma visão completa do coração —, destacam-se: o strain longitudinal global (GLS), que avalia a deformação miocárdica e consegue detectar disfunção sistólica subclínica ainda com fração de ejeção preservada; a função diastólica e as pressões de enchimento do ventrículo esquerdo; o tamanho e a função do átrio esquerdo, marcador indireto da elevação crônica das pressões; a função do ventrículo direito e a pressão sistólica da artéria pulmonar; e a integridade das válvulas cardíacas.
Artigo publicado no JACC: Heart Failure em 2024 sobre o futuro da fenotipagem da insuficiência cardíaca discute precisamente as limitações da fração de ejeção como parâmetro único e defende a incorporação de métricas complementares. Além do ecocardiograma, biomarcadores como o BNP e o NT-proBNP fornecem informações sobre pressões de enchimento e stress miocárdico que não se refletem no valor da fração de ejeção. A avaliação cardiológica de alta precisão disponível no Instituto Inject integra todos esses elementos em uma visão clínica individualizada — porque tratar apenas o número sem considerar o paciente inteiro é um caminho incompleto.
FAQ - Perguntas Frequentes
1. Fração de ejeção de 55% é normal? Sim. Uma fração de ejeção de 55% está dentro da faixa normal segundo as principais diretrizes internacionais, que consideram normal qualquer valor igual ou acima de 50%. Valores entre 55% e 70% representam a zona de maior conforto funcional. A interpretação final, porém, deve considerar os sintomas e outros parâmetros do ecocardiograma.
2. Fração de ejeção de 40% é grave? Uma fração de ejeção de 40% está exatamente no limiar entre levemente reduzida e reduzida, dependendo da diretriz utilizada. Pela ESC 2021, está no limite inferior da HFmrEF. Clinicamente, esse valor exige acompanhamento cardiológico especializado, otimização do tratamento e reavaliação periódica para verificar se há recuperação ou piora.
3. O que causa a queda da fração de ejeção? As principais causas são: infarto do miocárdio com perda de músculo cardíaco, cardiomiopatias (dilatada, alcoólica, por quimioterapia), miocardite, hipertensão arterial não controlada, valvopatias graves e taquiarritmias crônicas não tratadas. Em alguns casos, a causa é identificável e tratável, permitindo a recuperação da fração de ejeção.
4. É possível viver bem com fração de ejeção baixa? Sim — com tratamento adequado, muitos pacientes com fração de ejeção reduzida mantêm qualidade de vida satisfatória por anos. A terapia medicamentosa otimizada, o exercício supervisionado, o controle dos fatores de risco e, quando indicados, dispositivos como CDI e TRC modificam substancialmente o prognóstico dessa condição.
5. Com que frequência devo repetir o ecocardiograma para monitorar a fração de ejeção? Depende do contexto clínico. Em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida que iniciaram tratamento medicamentoso, as diretrizes recomendam reavaliação após três a seis meses. Em pacientes estáveis e sem mudança de tratamento, o intervalo pode ser de um a dois anos. Qualquer piora dos sintomas justifica avaliação imediata.
Conclusão
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: o que é a fração de ejeção e o que ela mede; como ela é calculada no ecocardiograma pelo método de Simpson; quais são os valores normais e as três categorias definidas pelas diretrizes internacionais; o que significa ter fração de ejeção baixa e os limiares clínicos que orientam decisões; a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada e seus desafios diagnósticos; o papel da fração de ejeção na escolha de medicamentos e dispositivos; o conceito de recuperação miocárdica; e as limitações da fração de ejeção como parâmetro isolado.
A fração de ejeção é um número fundamental — mas é apenas um número. Interpretá-lo com precisão requer um cardiologista experiente, um ecocardiograma bem executado e uma visão clínica integrada que considera o paciente como um todo. No Instituto Inject, esse é o padrão de cuidado.
Agende sua Avaliação
Se você recebeu um laudo de ecocardiograma com valores de fração de ejeção que não entendeu totalmente — ou se deseja uma avaliação cardiológica completa e individualizada — o Instituto Inject está disponível para ajudá-lo.
O Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo realiza consulta, ecocardiograma e todos os exames complementares necessários no mesmo local, em Marília-SP, com laudo técnico individualizado e orientação precisa sobre o que os números realmente significam para a sua saúde cardiovascular.
Entre em contato pelo WhatsApp (14) 99884-1112 e agende sua avaliação.
Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Médico Cardiologista | PhD pela USP
Referências Bibliográficas
McDonagh TA, Metra M, Adamo M, et al. 2021 ESC Guidelines for the Diagnosis and Treatment of Acute and Chronic Heart Failure. European Heart Journal. 2021;42(36):3599–3726. DOI: 10.1093/eurheartj/ehab368
Heidenreich PA, Bozkurt B, Aguilar D, et al. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure. Circulation. 2022;145(18):e895–e1032. DOI: 10.1161/CIR.0000000000001063
Kittleson MM, Panjrath GS, Amancherla K, et al. 2023 ACC Expert Consensus Decision Pathway on Management of Heart Failure with Preserved Ejection Fraction. Journal of the American College of Cardiology. 2023;81(18):1835–1878. DOI: 10.1016/j.jacc.2023.03.393
Dimond MG, Ibrahim NE, Fiuzat M, et al. Left Ventricular Ejection Fraction and the Future of Heart Failure Phenotyping. JACC Heart Failure. 2024;12(3):451–460. DOI: 10.1016/j.jchf.2023.10.017
Triposkiadis F, Starling RC. Chronic Heart Failure: Diagnosis and Management beyond LVEF Classification. Journal of Clinical Medicine. 2022;11(6):1718. DOI: 10.3390/jcm11061718
Correale M, Tarantino N, Petrucci R, et al. Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Ventricular Esquerda Supranormal — Estado da Arte. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2021;116(5):1004–1010. DOI: 10.36660/abc.20200195
Kosmala W, Marwick TH. Left Ventricular Ejection Fraction: What Is "Normal"? JACC: Heart Failure. 2016;4(6):510–511. DOI: 10.1016/j.jchf.2016.03.021