Introdução
Aproximadamente 400 mil brasileiros morrem por doenças cardiovasculares a cada ano, segundo dados do Ministério da Saúde — e grande parte dessas mortes poderia ser evitada com diagnóstico precoce. O ecocardiograma é, hoje, um dos exames mais poderosos disponíveis para avaliar a estrutura e a função do coração em tempo real, sem radiação, de forma segura e não invasiva. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo (CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 | PhD pela USP) utiliza o ecocardiograma como peça central do diagnóstico cardiovascular de precisão, integrando o exame a uma avaliação clínica completa. Neste artigo, você vai entender tudo sobre esse exame fundamental para a saúde do seu coração.
Índice de Tópicos
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Ecocardiograma: O Que É, Para Que Serve e Quando Você Deve Fazer
- O que é ecocardiograma e como funciona
- Tipos de ecocardiograma: transtorácico, transesofágico e com estresse
- Para que serve o ecocardiograma: o que o exame avalia
- Quando o médico indica o ecocardiograma
- Como é realizado o exame: passo a passo
- O que significa o laudo do ecocardiograma
- Ecocardiograma com Doppler: o que é diferente
- Ecocardiograma e prevenção cardiovascular: quando fazer mesmo sem sintomas
Leia este conteúdo completo e descubra por que o ecocardiograma é considerado o "olho do cardiologista" — e como ele pode ser decisivo para proteger o seu coração antes que qualquer sintoma apareça.
1. O Que É Ecocardiograma e Como Funciona
O ecocardiograma é um exame de imagem que utiliza ondas ultrassônicas (som de alta frequência) para criar imagens detalhadas do coração em movimento. Por meio de um transdutor — aparelho semelhante a um mouse — o médico emite ondas sonoras que penetram o tórax, refletem nas estruturas cardíacas e retornam ao equipamento, gerando imagens em tempo real na tela do computador.
Diferentemente da radiografia ou da tomografia, o ecocardiograma não emite radiação ionizante, sendo seguro para todas as faixas etárias, incluindo gestantes, crianças e idosos. O exame permite visualizar o coração batendo, o movimento das válvulas, a espessura das paredes musculares e o fluxo de sangue dentro das câmaras cardíacas.
Segundo a Diretriz de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2021), o ecocardiograma transtorácico é o método de primeira escolha para avaliação morfológica e funcional do coração na maioria das situações clínicas. Sua ampla disponibilidade, segurança e capacidade diagnóstica o tornam insubstituível na prática cardiológica moderna.
2. Tipos de Ecocardiograma: Transtorácico, Transesofágico e com Estresse
Existem diferentes modalidades de ecocardiograma, cada uma com indicação específica conforme a necessidade clínica do paciente.
Ecocardiograma Transtorácico (ETT): É o mais comum. O transdutor é posicionado sobre o tórax, por cima da pele, sem nenhuma invasão. Avalia a anatomia e a função cardíaca de forma global. É o ecocardiograma padrão utilizado em check-ups e acompanhamentos rotineiros.
Ecocardiograma Transesofágico (ETE): O transdutor é introduzido pelo esôfago (tubo digestivo), o que permite imagens de maior resolução, especialmente de estruturas como válvula mitral, aorta e apêndice atrial. É indicado quando as imagens transtorácicas são insuficientes ou em situações específicas como endocardite e dissecção de aorta.
Ecocardiograma de Estresse: Realizado durante ou imediatamente após esforço físico (esteira ou bicicleta) ou uso de medicamentos vasoativos, avalia a resposta do coração ao estresse. É especialmente útil para diagnosticar doença arterial coronariana em pacientes com dor no peito ou suspeita de isquemia miocárdica.
Segundo diretrizes conjuntas da American Society of Echocardiography (ASE) e da European Association of Cardiovascular Imaging (EACVI), cada modalidade tem papel definido e complementar no arsenal diagnóstico cardiológico.
3. Para Que Serve o Ecocardiograma: O Que o Exame Avalia
O ecocardiograma é capaz de fornecer uma quantidade impressionante de informações em um único exame. Veja o que ele avalia:
Função sistólica e diastólica: Mede a força de contração do ventrículo esquerdo — o principal músculo do coração — por meio da Fração de Ejeção (FE). Uma FE normal situa-se entre 55% e 70%. Também avalia a capacidade do coração de relaxar e encher-se de sangue (função diastólica).
Morfologia das câmaras cardíacas: Dimensões e espessura dos ventrículos e átrios. Permite identificar hipertrofia ventricular (espessamento do músculo cardíaco), frequentemente associada à hipertensão arterial de longa data.
Válvulas cardíacas: Avalia a integridade anatômica e funcional das quatro válvulas do coração (mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar), detectando estenose (estreitamento) ou insuficiência (fechamento incompleto).
Pericárdio: Identifica presença de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico) e suas repercussões hemodinâmicas.
Pressões intracardíacas estimadas: Por meio do Doppler, é possível estimar pressões nas câmaras cardíacas e nos pulmões, sendo fundamental no diagnóstico e acompanhamento da hipertensão pulmonar.
Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC, 2019) reforçou que o ecocardiograma é a ferramenta diagnóstica mais custo-efetiva para estratificação de risco cardiovascular em pacientes assintomáticos com fatores de risco.
4. Quando o Médico Indica o Ecocardiograma
O ecocardiograma é indicado em uma ampla variedade de situações clínicas. Os principais cenários incluem:
Sintomas sugestivos de doença cardíaca: Falta de ar aos esforços ou em repouso, palpitações frequentes, dor no peito, edema (inchaço) nos membros inferiores, síncope (desmaio) ou pré-síncope, fadiga intensa e inexplicada.
Doenças cardiovasculares já diagnosticadas: Acompanhamento de pacientes com insuficiência cardíaca, doença coronariana, cardiopatias congênitas, doenças valvares e miocardiopatias.
Rastreamento em populações de risco: Hipertensos, diabéticos, pacientes com histórico familiar de morte súbita cardíaca, portadores de doenças autoimunes com envolvimento cardíaco, atletas de alto rendimento (rastreamento de cardiomiopatia hipertrófica).
Pré-operatório: Em cirurgias de médio e grande porte, o ecocardiograma integra a avaliação do risco cirúrgico cardiovascular.
Monitoramento de tratamentos: Avaliação da função cardíaca durante quimioterapia (cardiotoxicidade) ou após infarto do miocárdio.
Segundo a Diretriz de Insuficiência Cardíaca da SBC (2018), o ecocardiograma é o exame de primeira linha para confirmar o diagnóstico, classificar o tipo de insuficiência cardíaca e guiar o tratamento. A European Society of Cardiology (ESC, 2021) corrobora essa recomendação com Classe I, nível de evidência C.
5. Como É Realizado o Exame: Passo a Passo
O ecocardiograma transtorácico — o mais frequente — é um exame simples, indolor e que não requer preparo especial na maioria dos casos.
Antes do exame: Em geral, não há restrições alimentares. Alguns centros recomendam evitar roupas apertadas para facilitar o acesso ao tórax. No caso do ecocardiograma transesofágico, é necessário jejum de 4 a 6 horas.
Durante o exame: O paciente deita em maca em decúbito lateral esquerdo (de lado). Eletrodos são fixados ao tórax para monitorar o eletrocardiograma simultaneamente. O médico ou técnico especializado aplica gel condutor sobre o transdutor e o posiciona em diferentes janelas acústicas do tórax (paraesternal, apical, subcostal e supraesternal) para obter as imagens cardíacas de diferentes ângulos.
Duração: O exame costuma durar de 20 a 40 minutos, dependendo da complexidade do caso e das modalidades utilizadas (com ou sem Doppler, com ou sem contraste).
Após o exame: O laudo é elaborado pelo cardiologista responsável e entregue com as imagens. No Instituto Inject, cada laudo é individualizado e discutido diretamente com o paciente durante a consulta com o Dr. Estevão.
6. O Que Significa o Laudo do Ecocardiograma
O laudo do ecocardiograma reúne uma série de medidas e descrições que podem parecer complexas à primeira vista. Entender os principais parâmetros ajuda o paciente a dialogar melhor com seu médico.
Fração de Ejeção (FE): Principal indicador da força de contração do ventrículo esquerdo. Valores abaixo de 40% caracterizam disfunção sistólica importante, enquanto valores preservados (≥50%) indicam função contrátil normal.
Dimensões das câmaras: O diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (VE) em adultos varia entre 42 e 58 mm. Câmaras aumentadas podem indicar sobrecarga de volume ou pressão crônica.
Espessura das paredes: Paredes com mais de 12 mm no ventrículo esquerdo caracterizam hipertrofia ventricular esquerda (HVE), complicação frequente da hipertensão arterial não controlada.
Graduação das valvopatias: As insuficiências e estenoses valvares são graduadas de leve a grave, orientando a decisão sobre acompanhamento clínico ou intervenção cirúrgica.
Pressão Sistólica da Artéria Pulmonar (PSAP): Estimativa indireta da pressão nos pulmões. Valores acima de 35 mmHg em repouso podem indicar hipertensão pulmonar, condição que requer investigação adicional.
Segundo a ASE e a EACVI, a padronização dos laudos ecocardiográficos é essencial para garantir comparabilidade entre exames seriados e entre diferentes centros — o que reforça a importância de realizar o ecocardiograma em serviços com profissionais habilitados.
7. Ecocardiograma com Doppler: O Que É Diferente
O ecocardiograma com Doppler é uma extensão do exame convencional que adiciona a análise do fluxo sanguíneo dentro do coração e dos grandes vasos. Hoje, praticamente todos os exames de ecocardiograma incluem o Doppler como parte padrão da avaliação.
Doppler pulsado e contínuo: Medem a velocidade do sangue em pontos específicos e ao longo de um trajeto, respectivamente. São fundamentais para quantificar gradientes de pressão em estenoses valvares e para calcular a Fração de Ejeção pelo método de Simpson.
Doppler colorido: Transforma o fluxo sanguíneo em cores sobrepostas à imagem anatômica — fluxos em direção ao transdutor aparecem em vermelho, e afastando-se, em azul. Permite identificar regurgitações valvares (sangue fluindo na direção errada) com grande precisão visual.
Doppler tecidual (DTI): Avalia a velocidade de movimentação do próprio músculo cardíaco, sendo o método padrão para diagnóstico de disfunção diastólica — alteração comum em hipertensos, diabéticos e idosos, muitas vezes presente antes de qualquer sintoma.
Um estudo publicado no European Heart Journal (2016) demonstrou que a adição do Doppler tecidual ao ecocardiograma convencional aumenta significativamente a acurácia diagnóstica na identificação de disfunção diastólica precoce, condição associada a maior risco de desenvolver insuficiência cardíaca.
8. Ecocardiograma e Prevenção Cardiovascular: Quando Fazer Mesmo Sem Sintomas
Uma das grandes contribuições do ecocardiograma moderno é sua utilidade na medicina preventiva. Muitas alterações cardíacas — como hipertrofia ventricular, disfunção diastólica, dilatação aórtica e valvopatias leves — evoluem silenciosamente por anos antes de provocar qualquer sintoma.
O ecocardiograma preventivo é especialmente recomendado para:
- Hipertensos com pressão arterial de difícil controle ou com longa data de diagnóstico, para avaliar lesão de órgão-alvo cardíaco
- Diabéticos tipo 2 com mais de 10 anos de doença, grupo com alta prevalência de disfunção diastólica subclínica
- Atletas de competição, para rastreamento de cardiomiopatia hipertrófica e outras causas de morte súbita no exercício
- Executivos e profissionais de alta performance acima dos 40 anos, especialmente aqueles com estresse elevado, sedentarismo ou histórico familiar de doença cardíaca
- Pacientes em uso de quimioterápicos cardiotóxicos (como antraciclinas), para monitorar a função cardíaca ao longo do tratamento
No Instituto Inject, o ecocardiograma integra o Check-up Executivo Completo, realizado com tecnologia de ponta e laudo individualizado pelo Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo. A avaliação é complementada por outros exames como Holter, MAPA, Teste Ergométrico e Bioimpedância, garantindo uma visão 360° da saúde cardiovascular e metabólica do paciente.
Segundo a AHA (American Heart Association), a avaliação ecocardiográfica em indivíduos assintomáticos de alto risco cardiovascular pode identificar alterações estruturais que modificam a estratégia terapêutica em até 30% dos casos — uma evidência poderosa a favor do diagnóstico precoce.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Ecocardiograma
O ecocardiograma dói ou tem riscos? Não. O ecocardiograma transtorácico é um exame completamente indolor e sem riscos, pois utiliza apenas ondas de ultrassom. Não há radiação envolvida. O único desconforto pode ser a pressão leve do transdutor sobre o tórax durante a realização do exame.
Ecocardiograma e eletrocardiograma são a mesma coisa? Não. O eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração em repouso e é um exame rápido e simples. Já o ecocardiograma é um exame de imagem que avalia estrutura, função e hemodinâmica cardíaca. Ambos são complementares e frequentemente solicitados juntos pelo cardiologista.
Com que frequência devo fazer o ecocardiograma? Depende do seu perfil de risco. Pacientes sem doença cardíaca conhecida e baixo risco cardiovascular podem fazê-lo a cada 3 a 5 anos como parte do check-up preventivo. Pacientes com doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou uso de medicamentos cardiotóxicos podem necessitar de avaliações anuais ou semestrais, conforme orientação médica.
O plano de saúde cobre o ecocardiograma? Na maioria dos casos, sim. O ecocardiograma está na lista de procedimentos cobertos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quando há indicação clínica documentada pelo médico. Em alguns contextos preventivos sem diagnóstico estabelecido, a cobertura pode variar conforme o plano e a operadora.
Posso fazer o ecocardiograma grávida? Sim. O ecocardiograma é seguro durante a gestação, pois não utiliza radiação. É frequentemente indicado em gestantes com doenças cardíacas pré-existentes, suspeita de cardiopatia congênita no feto (ecocardiograma fetal) ou sintomas cardiovasculares durante a gravidez.
Conclusão
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: o que é o ecocardiograma e como funciona; os diferentes tipos de ecocardiograma (transtorácico, transesofágico e de estresse); para que serve o exame e o que ele é capaz de avaliar no coração; as principais indicações clínicas para a solicitação do exame; como é realizado o ecocardiograma na prática, do início ao laudo; como interpretar os principais parâmetros do laudo ecocardiográfico; o que é o ecocardiograma com Doppler e por que ele é importante; e como o ecocardiograma pode ser utilizado de forma preventiva, mesmo em pacientes sem sintomas.
O ecocardiograma é, sem dúvida, uma das ferramentas mais valiosas da cardiologia moderna. Sua capacidade de revelar, em tempo real, a anatomia e a função do coração — de forma segura, sem radiação e com alto grau de precisão — o torna indispensável tanto no diagnóstico de doenças cardíacas já estabelecidas quanto na prevenção cardiovascular de longo prazo. No Instituto Inject, acreditamos que o diagnóstico de qualidade é o primeiro passo para uma vida mais longa, saudável e plena — e o ecocardiograma é parte central dessa jornada.
Agende Sua Avaliação Cardiovascular no Instituto Inject
Não espere os sintomas aparecerem para cuidar do seu coração. Se você tem fatores de risco cardiovascular, sente palpitações, falta de ar, pressão alta ou simplesmente quer saber com precisão como está a saúde do seu coração, o Instituto Inject está pronto para te receber.
Realizamos o ecocardiograma com laudo técnico individualizado, elaborado diretamente pelo Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo — cardiologista, PhD pela USP e referência em Prevenção Cardiovascular de Alta Precisão em Marília-SP.
No Instituto Inject, você realiza o ecocardiograma, o ECG, o Holter, o MAPA, o Teste Ergométrico e o Check-up Executivo Completo no mesmo local, com integração total dos resultados e atendimento personalizado. Não existe essa experiência em outro lugar na região.
Entre em contato agora pelo WhatsApp: (14) 99884-1112 Instituto Inject — Marília, SP
Cuide da sua saúde com a precisão que você merece.
Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo
CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1
Cardiologia | PhD pela USP
Referências Bibliográficas
- Nagueh SF et al. Recommendations for the Evaluation of Left Ventricular Diastolic Function by Echocardiography. J Am Soc Echocardiogr. 2016;29(4):277-314.
- Lang RM et al. Recommendations for Cardiac Chamber Quantification by Echocardiography in Adults. J Am Soc Echocardiogr. 2015;28(1):1-39.
- McDonagh TA et al. 2021 ESC Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure. Eur Heart J. 2021;42(36):3599-3726.
- SBC. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda. Arq Bras Cardiol. 2018;111(3):436-539.
- Pellikka PA et al. Guidelines for Performance, Interpretation, and Application of Stress Echocardiography. J Am Soc Echocardiogr. 2020;33(1):1-41.
- Marwick TH et al. Recommendations on the Use of Echocardiography in Adult Hypertension. J Am Soc Echocardiogr. 2015;28(7):727-754.
- SBC. Diretriz Brasileira de Imagem Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2021;116(2):372-429.