Introdução

A doença arterial periférica afeta estimados 236 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo uma das manifestações mais subdiagnosticadas da aterosclerose sistêmica. Apesar de sua elevada prevalência, a maioria dos pacientes desconhece que convive com a condição até que surjam complicações graves, como amputações ou eventos cardiovasculares maiores. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo, cardiologista com PhD pela USP e especialização em Prevenção Cardiovascular, aplica protocolos baseados nas diretrizes internacionais mais recentes para identificar e tratar a doença arterial periférica de forma precoce, individualizada e precisa.

 

Índice

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Doença Arterial Periférica: Sinais, Riscos e Tratamento

  1. O que é doença arterial periférica e por que ela importa para o coração
  2. Quem tem mais risco de desenvolver doença arterial periférica
  3. Sintomas da doença arterial periférica: do silêncio à claudicação
  4. Como se faz o diagnóstico da doença arterial periférica
  5. Relação entre doença arterial periférica e risco cardiovascular global
  6. Tratamento clínico: medicamentos, exercício e controle de fatores de risco
  7. Quando considerar revascularização
  8. Acompanhamento de longo prazo e prevenção de complicações

 

Convite à Leitura

Se você tem mais de 40 anos, histórico de tabagismo, diabetes ou hipertensão, compreender a doença arterial periférica pode ser decisivo para a sua saúde. Leia este conteúdo até o final e descubra como o diagnóstico precoce pode proteger não apenas suas pernas, mas também seu coração e seu cérebro.

 

1. O que é doença arterial periférica e por que ela importa para o coração

A doença arterial periférica é uma condição causada pelo estreitamento progressivo das artérias que irrigam os membros inferiores, em consequência da aterosclerose — o mesmo processo que afeta artérias coronárias e cerebrais. Quando a placa de gordura se acumula nas paredes arteriais dos membros, o fluxo de sangue é comprometido, gerando isquemia tecidual de diferentes graus de gravidade.

A doença arterial obstrutiva periférica constitui uma das manifestações mais prevalentes e subdiagnosticadas da aterosclerose sistêmica, associando-se a desfechos cardiovasculares adversos e comprometimento funcional progressivo. Isso significa que o diagnóstico da doença arterial periférica em um paciente deve imediatamente acender um alerta para o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular.

Segundo a Diretriz ACC/AHA de 2024 para Doença Arterial Periférica de Membros Inferiores, a condição é classificada em quatro subtipos clínicos: doença arterial periférica assintomática, doença arterial periférica sintomática crônica (incluindo claudicação), isquemia crônica ameaçadora de membro e isquemia aguda de membro. Essa classificação orienta diretamente as decisões terapêuticas.

A relevância cardiovascular da doença arterial periférica é tamanha que a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, classifica pacientes com doença arterial periférica sintomática como de muito alto risco cardiovascular, exigindo metas lipídicas agressivas e tratamento intensivo.

 

2. Quem tem mais risco de desenvolver doença arterial periférica

Identificar os fatores de risco associados à doença arterial periférica é o primeiro passo para preveni-la. O tabagismo lidera a lista: o principal fator de risco para a doença arterial periférica em escala global é o tabagismo. A exposição ao tabaco danifica o endotélio vascular de forma acelerada e progressiva, favorecendo a formação de placas ateroscleróticas nos vasos periféricos.

Além do tabagismo, o diabetes mellitus merece destaque especial. Um estudo com pacientes com doença arterial periférica sintomática estratificados por idade e presença de diabetes encontrou taxas de mortalidade em cinco anos de 10% para pacientes com menos de 75 anos sem diabetes e de 23% no grupo com menos de 75 anos com diabetes. O impacto do diabetes sobre o leito vascular periférico é, portanto, devastador. 

Segundo a Diretriz ACC/AHA de 2024, outros fatores que amplificam o risco de eventos cardiovasculares e de eventos adversos em membros incluem hipertensão arterial, dislipidemia, doença renal crônica, obesidade e depressão. A prevalência global de doença arterial periférica em 2019 era de 1,52%, sendo 42,6% dos pacientes oriundos de países de baixa e média renda, com maior prevalência em idosos entre 80 e 84 anos e em mulheres.

No Instituto Inject, o Prof. Dr. Estevão realiza estratificação de risco individualizada para cada paciente, identificando precocemente quem se encontra no perfil de risco para doença arterial periférica antes que os sintomas apareçam.

 

3. Sintomas da doença arterial periférica: do silêncio à claudicação

Um dos maiores desafios no manejo da doença arterial periférica é o seu caráter frequentemente silencioso. Pacientes com doença arterial periférica assintomática representam entre 20% e 59% de todos os pacientes com doença arterial periférica objetivamente confirmada. Uma proporção significativa dos pacientes que não relatam sintomas ao esforço desenvolverá sintomas durante um teste objetivo de caminhada.

Quando os sintomas surgem, a claudicação intermitente é a manifestação mais clássica. A doença arterial periférica sintomática crônica manifesta-se classicamente com claudicação intermitente, com dores, cãibras ou sensação de fadiga localizada nas nádegas, coxas, panturrilhas ou pés. Os sintomas iniciam durante a marcha e normalmente são aliviados após cerca de 10 minutos de repouso.

Entretanto, é fundamental compreender que a claudicação típica não é o único modo de apresentação da doença arterial periférica. Muitos pacientes referem apenas fraqueza ou fadiga nas pernas ao caminhar, sem dor característica, o que frequentemente leva ao atraso no diagnóstico. Nos estágios mais avançados, a doença arterial periférica se manifesta como dor em repouso, úlceras de difícil cicatrização e, nos casos extremos, gangrena — configurando a isquemia crônica ameaçadora de membro, situação de risco imediato de amputação.

 

4. Como se faz o diagnóstico da doença arterial periférica

O diagnóstico da doença arterial periférica combina avaliação clínica criteriosa e exames complementares objetivos. Segundo a Diretriz ACC/AHA de 2024, publicada simultaneamente no Journal of the American College of Cardiology e na Circulation, o índice tornozelo-braquial (ITB) permanece como o padrão-ouro inicial para o diagnóstico.

Em pacientes com história ou achados de exame físico sugestivos de doença arterial periférica, o índice tornozelo-braquial em repouso é recomendado para estabelecer o diagnóstico (Classe I, Nível de Evidência B). O índice tornozelo-braquial é considerado anormal quando igual ou inferior a 0,90, borderline entre 0,91 e 0,99, e normal acima desse valor. Quando os valores em repouso são inconclusivos, o índice do hálux, pressões segmentares, estudos Doppler e o índice tornozelo-braquial ao exercício podem ser utilizados.

Além do índice tornozelo-braquial, o duplex ultrassom vascular, a angiotomografia e a angioressonância magnética complementam a investigação em casos selecionados, sobretudo quando se planeja intervenção de revascularização. No Instituto Inject, a avaliação diagnóstica da doença arterial periférica integra-se ao check-up cardiovascular completo, que inclui Ecocardiograma, Teste Ergométrico e perfil metabólico detalhado, garantindo uma visão global do risco aterosclerótico do paciente.

 

5. Relação entre doença arterial periférica e risco cardiovascular global

A doença arterial periférica não é uma condição isolada nos membros inferiores: ela é a expressão local de um processo aterosclerótico sistêmico que compromete simultaneamente coronárias, carótidas e aorta. Pacientes com doença arterial periférica apresentam quatro a cinco vezes mais risco de eventos cardiovasculares. Reconhecer e tratar adequadamente a condição reduz eventos cardiovasculares maiores — morte cardiovascular, infarto do miocárdio, revascularização miocárdica e hospitalização por insuficiência cardíaca — e eventos adversos maiores em membros, incluindo amputações e isquemia periférica.

Um estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia em 2025, no contexto da Diretriz Brasileira de Dislipidemias, reforça que pacientes com doença arterial periférica sintomática integram automaticamente a categoria de muito alto risco cardiovascular, ao lado daqueles com síndrome coronariana aguda e acidente vascular cerebral prévio. Isso implica metas de LDL inferiores a 55 mg/dL e, quando necessário, associação de estatinas com ezetimibe e inibidores de PCSK9.

Pacientes com doença arterial periférica sintomática têm o dobro de mortalidade em comparação com pessoas sem a condição, e esse risco aumenta conforme a gravidade da obstrução. Portanto, o diagnóstico precoce da doença arterial periférica é, na prática, uma oportunidade de prevenção cardiovascular abrangente — protegendo o coração, o cérebro e os membros simultaneamente.

 

6. Tratamento clínico: medicamentos, exercício e controle de fatores de risco

O tratamento da doença arterial periférica é fundamentalmente baseado na modificação dos fatores de risco e na otimização do tratamento clínico. Segundo a Diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2024 para Doença Arterial Periférica e Doenças da Aorta, a abordagem terapêutica envolve quatro pilares principais: controle lipídico intensivo, terapia antiplaquetária, cessação do tabagismo e programa estruturado de exercício físico.

No controle lipídico, o objetivo é redução de pelo menos 50% do LDL basal com meta inferior a 55 mg/dL. A medicação indicada é estatina ou estatina associada a ezetimibe e, caso a meta não seja atingida, associa-se um inibidor de PCSK9.

Em relação ao exercício, um programa de exercício físico estruturado é indicado para todos os pacientes com doença arterial periférica sintomática crônica para melhorar o estado funcional, o desempenho da marcha e a qualidade de vida, com benefício em distância caminhada e qualidade de vida que se equipara ao da revascularização. O treinamento deve ser realizado por 30 minutos, três vezes por semana, por no mínimo três meses.

Quanto à terapia antiplaquetária, a monoterapia antiplaquetária é recomendada para todos os pacientes com doença arterial periférica sintomática de membros inferiores. Ensaios clínicos randomizados demonstraram que a combinação de rivaroxabana e ácido acetilsalicílico reduziu eventos cardiovasculares, incluindo morte. No Instituto Inject, o tratamento clínico da doença arterial periférica é sempre individualizado, respeitando perfil de risco, comorbidades e tolerabilidade de cada paciente.

 

7. Quando considerar revascularização

A decisão de revascularizar um paciente com doença arterial periférica exige critério rigoroso e deve ser sustentada por avaliação clínica e hemodinâmica completa. Segundo a Diretriz ACC/AHA de 2024, a revascularização do membro é contraindicada em pacientes assintomáticos, e deve ser reservada para situações em que o tratamento clínico otimizado não resultou em melhora satisfatória dos sintomas ou quando há isquemia crônica ameaçadora de membro.

Após três meses de tratamento otimizado, o paciente deve ser reavaliado e, se não houver melhora, pode-se considerar a revascularização. Caso o paciente permaneça estável, deve ser avaliado pelo menos uma vez ao ano.

Um estudo publicado no contexto das diretrizes internacionais demonstrou que, após cinco anos de acompanhamento, a revascularização por claudicação não resultou em melhora da qualidade de vida a longo prazo quando comparada à terapia não invasiva otimizada — reforçando que a intervenção cirúrgica ou endovascular deve ser reservada para casos criteriosamente selecionados. Na isquemia crônica ameaçadora de membro, porém, a revascularização precoce é determinante para evitar amputação e preservar a funcionalidade do paciente com doença arterial periférica.

 

8. Acompanhamento de longo prazo e prevenção de complicações

O seguimento contínuo é parte indissociável do tratamento da doença arterial periférica. A natureza progressiva da aterosclerose exige monitoramento regular dos sintomas, da função vascular e dos fatores de risco, com ajuste terapêutico dinâmico ao longo do tempo.

Segundo a Diretriz ESC de 2024, pacientes estáveis devem ser reavaliados pelo menos uma vez ao ano, com verificação do índice tornozelo-braquial, avaliação da capacidade de marcha, controle do perfil lipídico e adesão à terapia medicamentosa. Nos casos de maior risco — presença de diabetes, doença renal crônica ou histórico de revascularização — o intervalo de seguimento pode ser encurtado conforme julgamento clínico.

A abordagem médica para a doença arterial periférica é multifacetada, e inclui como principais medidas a redução do nível do colesterol, a terapia antitrombótica, o controle da pressão arterial e do diabetes e a cessação do tabagismo. Todos esses elementos precisam ser monitorados de forma integrada. No Instituto Inject, o acompanhamento da doença arterial periférica é realizado em conjunto com a avaliação cardiovascular global, utilizando tecnologia de diagnóstico de precisão — Ecocardiograma, Holter, MAPA e Bioimpedância — para garantir que nenhum risco passe despercebido. A prevenção de complicações começa com informação e continua com um vínculo médico-paciente sólido, baseado em evidências e em cuidado humano.

 

FAQ

1. O que é doença arterial periférica e quais são os principais sintomas?

A doença arterial periférica é o estreitamento das artérias dos membros inferiores por aterosclerose, comprometendo o fluxo sanguíneo. Os sintomas mais comuns são dor ou cansaço nas pernas ao caminhar — chamada claudicação intermitente — que melhora com o repouso. Em estágios avançados, pode haver dor em repouso, feridas de difícil cicatrização e, nos casos mais graves, risco de amputação.

2. A doença arterial periférica tem relação com infarto e AVC?

Sim. A doença arterial periférica é uma manifestação da aterosclerose sistêmica, o mesmo processo que obstrui coronárias e carótidas. Pacientes com a condição têm risco significativamente maior de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular. Por isso, o diagnóstico da doença arterial periférica deve ser acompanhado de uma avaliação cardiovascular completa.

3. Como é feito o diagnóstico da doença arterial periférica?

O principal exame diagnóstico é o índice tornozelo-braquial (ITB), que compara a pressão arterial medida no tornozelo com a do braço. Um valor igual ou inferior a 0,90 confirma o diagnóstico. Exames complementares como duplex ultrassom, angiotomografia e angioressonância podem ser utilizados para detalhar a extensão e a localização das obstruções.

4. Quais são os fatores de risco para desenvolver doença arterial periférica?

Os principais fatores de risco são tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia, idade avançada, doença renal crônica e histórico familiar de aterosclerose. O tabagismo é considerado o fator de risco mais determinante para o desenvolvimento da doença arterial periférica em escala global, acelerando a formação de placas nos vasos periféricos.

5. Doença arterial periférica tem cura? Qual é o tratamento?

A doença arterial periférica não tem cura no sentido de reversão completa da aterosclerose, mas é altamente controlável com tratamento adequado. O manejo envolve medicamentos como estatinas e antiagregantes plaquetários, programa estruturado de exercício físico, cessação do tabagismo, controle rigoroso da pressão e da glicemia. Em casos selecionados, a revascularização cirúrgica ou endovascular pode ser indicada.

 

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: o que é doença arterial periférica e por que ela importa para o coração; quem tem mais risco de desenvolver a condição; sintomas, do silêncio à claudicação; como se faz o diagnóstico; a relação entre doença arterial periférica e risco cardiovascular global; o tratamento clínico com medicamentos e exercício; quando considerar revascularização; e o acompanhamento de longo prazo.

Compreender a doença arterial periférica é compreender a aterosclerose em toda a sua extensão sistêmica. O diagnóstico precoce, sustentado por evidências e realizado com tecnologia de precisão, salva membros, previne infartos e prolonga vidas com qualidade.

 

Se você se identificou com algum dos fatores de risco descritos neste artigo — ou simplesmente quer saber como está a saúde das suas artérias — o Instituto Inject está pronto para te receber em Marília-SP.

O Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo realiza avaliação cardiovascular completa com todos os exames necessários no mesmo local, com laudo técnico individualizado e abordagem baseada em ciência, não em suposições.

Entre em contato pelo WhatsApp (14) 99884-1112 e agende sua consulta. Cuidar do coração é um ato de responsabilidade — e de amor próprio.

 

Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Médico Cardiologista | PhD pela USP

 

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Publicado em 08/05/2026