Introdução
A doença arterial coronariana é a principal causa isolada de morte e incapacidade no mundo. Dados publicados no Journal of the American College of Cardiology (JACC, 2025) confirmam que a doença isquêmica coronariana é a principal causa de mortalidade cardiovascular globalmente, com taxa de mortalidade padronizada por idade de 108,8 mortes por 100.000 habitantes — responsável por mais de um terço de todas as mortes cardiovasculares. No Brasil, o cenário não é diferente: ela ceifa vidas silenciosamente, frequentemente sem sintomas até o momento do infarto. No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo identifica e estratifica a doença arterial coronariana em estágios precoces, quando as intervenções têm maior impacto na preservação da vida e da qualidade do paciente.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: Doença Arterial Coronariana
- O que é doença arterial coronariana e por que as artérias do coração obstruem
- Fatores de risco da doença arterial coronariana: o que coloca você em perigo
- Sintomas da doença arterial coronariana: da angina ao infarto silencioso
- Como diagnosticar a doença arterial coronariana: exames e estratificação de risco
- O tratamento farmacológico da doença arterial coronariana segundo as diretrizes ESC 2024 e AHA/ACC 2023
- Revascularização coronariana: quando optar por angioplastia ou cirurgia
- Prevenção da doença arterial coronariana: o que a ciência comprova
- Diagnóstico de precisão da doença arterial coronariana no Instituto Inject
Neste conteúdo, você vai compreender em profundidade a doença arterial coronariana — desde sua origem silenciosa nas paredes das artérias até as estratégias de tratamento mais avançadas disponíveis atualmente. Se você tem fatores de risco, sintomas que preocupam ou simplesmente quer proteger seu coração com base na ciência mais recente, este artigo foi escrito para você.
1. O que é doença arterial coronariana e por que as artérias do coração obstruem
A doença arterial coronariana (DAC) — também chamada de doença isquêmica do coração ou doença coronariana aterosclerótica — é uma condição caracterizada pelo estreitamento progressivo das artérias coronárias em consequência do acúmulo de placas de aterosclerose em suas paredes internas. Essas artérias são os vasos responsáveis por fornecer sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco; quando obstruídas, privam o miocárdio do suprimento que ele necessita para funcionar adequadamente — e o resultado pode ser a angina, o infarto ou a morte súbita.
O processo que leva à doença arterial coronariana começa muito antes de qualquer sintoma aparecer. A aterosclerose — seu mecanismo fundamental — inicia-se com a disfunção do endotélio vascular, a camada protetora interna das artérias. Partículas de colesterol LDL oxidado penetram nessa camada danificada, são fagocitadas por macrófagos e formam as chamadas células espumosas — o núcleo das placas ateroscleróticas. Com o tempo, esse núcleo lipídico cresce, calcifica e atrai células inflamatórias. A placa que se forma pode ser estável — com cápsula fibrosa espessa e crescimento lento — ou instável, com conteúdo lipídico maior, capaz de se romper subitamente e precipitar um coágulo que obstrui a artéria de forma aguda: é o infarto do miocárdio.
Segundo dados do Global Burden of Disease 2021, analisados em publicação no JAMA Cardiology, a doença arterial coronariana afeta aproximadamente 126 milhões de pessoas no mundo — cerca de 1,72% da população global. O número absoluto de mortes por doença coronariana aumentou de 9 milhões em 1990 para valores ainda maiores nas décadas seguintes, impulsionado pelo envelhecimento populacional, mesmo com a redução das taxas padronizadas por idade em países de alta renda. No Instituto Inject, essa realidade epidemiológica informa a prioridade que o Dr. Estevão Figueiredo atribui ao diagnóstico precoce e ao tratamento baseado nas mais recentes evidências científicas.
2. Fatores de risco da doença arterial coronariana: o que coloca você em perigo
A doença arterial coronariana raramente surge do nada. Ela é o resultado de uma combinação de fatores de risco que, ao longo de anos ou décadas, alimentam o processo aterosclerótico. Compreender esses fatores é o primeiro passo para agir sobre eles com eficácia.
Os fatores de risco modificáveis — aqueles sobre os quais é possível intervir — respondem pela grande maioria dos casos de doença arterial coronariana. A hipertensão arterial aumenta a pressão mecânica sobre as paredes dos vasos, lesando o endotélio e acelerando a aterosclerose. A dislipidemia — especialmente o colesterol LDL elevado — fornece o substrato lipídico para o crescimento das placas. O tabagismo é um dos mais potentes agentes lesivos ao endotélio vascular, com risco de eventos coronarianos até quatro vezes maior em fumantes. O diabetes mellitus acelera a aterosclerose por múltiplos mecanismos: glicotoxicidade endotelial, estado pró-inflamatório e dislipidemia aterogênica. A obesidade visceral, o sedentarismo e o estresse crônico completam o quadro dos fatores modificáveis.
Os fatores de risco não modificáveis incluem a idade — homens acima de 45 anos e mulheres após a menopausa têm risco substancialmente maior —, o sexo masculino, e a história familiar de doença coronariana precoce (evento cardiovascular em parente de primeiro grau antes dos 55 anos nos homens e dos 65 anos nas mulheres). A presença de histórico familiar de doença arterial coronariana precoce deve elevar imediatamente o nível de vigilância clínica e motivar investigação diagnóstica mais ativa. As Diretrizes ESC 2024 para Síndromes Coronarianas Crônicas (Vrints C et al., Eur Heart J, 2024;45:3415-3537) recomendam que a estimativa de risco cardiovascular incorpore tanto os fatores clássicos quanto outros marcadores de risco emergentes — incluindo escore de cálcio coronariano, PCR ultrassensível e lipoproteína(a) — para identificar pacientes de risco intermediário que poderiam se beneficiar de intervenção mais intensiva. No Instituto Inject, essa estratificação multimodal é realizada sistematicamente pelo Dr. Estevão Figueiredo.
3. Sintomas da doença arterial coronariana: da angina ao infarto silencioso
Os sintomas da doença arterial coronariana variam amplamente — do silêncio clínico absoluto até a crise anginosa incapacitante — e essa variabilidade é justamente o que torna a doença tão traiçoeira. Estima-se que uma proporção significativa dos pacientes com doença arterial coronariana seja assintomática, descobrindo a condição apenas durante um infarto ou em um check-up cardiovascular de rotina.
A manifestação sintomática clássica da doença arterial coronariana é a angina pectoris estável — uma dor, pressão ou desconforto no peito desencadeado por esforço físico ou emoção, com duração típica de 2 a 10 minutos, que alivia com o repouso ou com o uso de nitroglicerina sublingual. A angina ocorre quando a obstrução coronariana é suficiente para limitar o fluxo sanguíneo durante situações de maior demanda de oxigênio pelo miocárdio. Classicamente, a dor irradia para o braço esquerdo, mandíbula, pescoço ou dorso — mas em mulheres, diabéticos e idosos, as apresentações atípicas são muito mais comuns: cansaço desproporcional, dispneia, náusea ou simples mal-estar podem ser as únicas manifestações de isquemia coronariana significativa.
A isquemia miocárdica silenciosa — ausência completa de sintomas mesmo na presença de obstruções coronarianas importantes — é documentada em uma parcela relevante dos pacientes com doença arterial coronariana, especialmente diabéticos, nos quais a neuropatia autonômica embota a percepção da dor. Nesses casos, o infarto pode ocorrer sem qualquer aviso prévio. Já a angina instável — caracterizada por dor em repouso, de início recente ou em progressão rápida — representa uma síndrome coronariana aguda e exige avaliação médica de urgência, pois sinaliza ruptura iminente ou parcial de placa aterosclerótica. Segundo as Diretrizes AHA/ACC para Doença Coronariana Crônica (Virani SS et al., J Am Coll Cardiol, 2023;82:833-955), a caracterização adequada dos sintomas — tipo, intensidade, gatilhos e duração — é o ponto de partida de toda avaliação diagnóstica, e o médico cardiologista é o profissional mais capacitado para realizá-la com precisão clínica.
4. Como diagnosticar a doença arterial coronariana: exames e estratificação de risco
O diagnóstico da doença arterial coronariana combina avaliação clínica detalhada com uma sequência lógica de exames complementares, guiada pelo princípio da probabilidade pré-teste — ou seja, a probabilidade de o paciente ter DAC significativa antes de qualquer exame, calculada com base em sexo, idade, tipo de sintomas e fatores de risco.
As Diretrizes ESC 2024 para Síndromes Coronarianas Crônicas estabelecem que o primeiro exame diagnóstico de escolha para pacientes com suspeita de doença arterial coronariana é a angiotomografia coronariana (AngioTC de coronárias), especialmente em pacientes com probabilidade pré-teste intermediária. Esse exame não invasivo permite visualizar as artérias coronárias com alta resolução, identificar placas ateroscleróticas — mesmo aquelas que ainda não causam obstrução significativa —, quantificar o escore de cálcio coronariano e avaliar a anatomia coronariana sem necessidade de cateterismo. Um resultado negativo na angiotomografia confere prognóstico excelente e praticamente exclui doença obstrutiva significativa. O teste ergométrico (teste de esforço) continua sendo uma ferramenta valiosa para detectar isquemia induzível, avaliar a capacidade funcional e estratificar o risco em pacientes sintomáticos — e é um dos exames realizados pelo Instituto Inject na mesma consulta em que o Dr. Estevão Figueiredo atende o paciente.
O ecocardiograma avalia a função ventricular global e segmentar, detecta alterações de contratilidade regional sugestivas de isquemia ou necrose prévia, e identifica disfunção diastólica — muito frequente em pacientes com doença arterial coronariana de longa data. O Holter 24 horas pode evidenciar alterações isquêmicas silenciosas durante as atividades cotidianas. Em casos selecionados — como angina refratária ao tratamento clínico, alta probabilidade pré-teste ou presença de anatomia coronariana complexa —, a cinecoronariografia (cateterismo cardíaco) permanece o padrão-ouro para avaliação anatômica detalhada e eventual planejamento de revascularização. Hoje, durante a coronariografia, é possível medir a reserva fracionada de fluxo (FFR) ou a razão onda livre instantânea (iFR) para avaliar a repercussão funcional de lesões intermediárias — o que as Diretrizes ESC 2024 recomendam antes de decidir pela revascularização (Classe I, Nível de Evidência A).
5. O tratamento farmacológico da doença arterial coronariana segundo as diretrizes ESC 2024 e AHA/ACC 2023
O tratamento farmacológico é o pilar central do manejo da doença arterial coronariana — seja em prevenção primária, seja em prevenção secundária — e evoluiu de forma expressiva nos últimos anos. As Diretrizes ESC 2024 para Síndromes Coronarianas Crônicas e a Diretriz AHA/ACC 2023 para Doença Coronariana Crônica convergem em uma estratégia farmacológica robusta e multidimensional.
Controle do LDL colesterol com estatinas de alta intensidade: o alvo de LDL para pacientes com doença arterial coronariana estabelecida é menor que 55 mg/dL (1,4 mmol/L) com redução de pelo menos 50% em relação ao valor basal — Classe I, Nível de Evidência A nas Diretrizes ESC 2024. Quando a meta não é atingida com a dose máxima tolerada de estatina, ezetimiba e inibidores de PCSK9 (evolocumabe, alirocumabe) devem ser acrescidos. Para pacientes intolerantes às estatinas, o ácido bempedoico passou a ter recomendação IB nas diretrizes mais recentes. Terapia antiplaquetária: aspirina em baixa dose (75-100 mg/dia) ou clopidogrel como alternativa equivalente são recomendados a longo prazo para todos os pacientes com doença arterial coronariana obstrutiva (Classe I, Nível de Evidência A, ESC 2024). Controle pressórico: a meta de pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg é recomendada, com preferência por IECAs ou BRAs como primeira escolha por reduzirem a mortalidade. Betabloqueadores: indicados em pacientes com angina sintomática ou disfunção ventricular esquerda pós-infarto. Colchicina em baixa dose (0,5 mg/dia): a Diretriz ESC 2024 elevou a recomendação do uso de colchicina para Classe IIa, Nível de Evidência A em todos os pacientes com doença arterial coronariana e doença aterosclerótica estabelecida, como estratégia de redução do risco inflamatório residual — uma das novidades mais relevantes das diretrizes mais recentes. Inibidores de SGLT2: recomendados como Classe I nos pacientes com DAC e diabetes tipo 2, independentemente do controle glicêmico, dada a redução de eventos cardiovasculares documentada nos grandes ensaios clínicos.
6. Revascularização coronariana: quando optar por angioplastia ou cirurgia
A decisão sobre revascularização coronariana — e entre os dois métodos disponíveis, a angioplastia com implante de stent (ICP) e a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) — é uma das mais complexas e individualizadas da cardiologia, baseada em anatomia coronariana, função ventricular, sintomas e comorbidades.
O estudo ISCHEMIA, publicado no New England Journal of Medicine em 2020 (Maron DJ et al., N Engl J Med, 2020;382:1395-1407), randomizou 5.179 pacientes com doença arterial coronariana estável e isquemia moderada a grave para estratégia invasiva precoce (coronariografia + revascularização) ou estratégia conservadora (tratamento clínico otimizado com coronariografia reservada para falha do tratamento). Após mediana de seguimento de 3,2 anos, não houve diferença significativa no desfecho primário composto de morte cardiovascular, infarto do miocárdio ou hospitalização entre as duas estratégias — demonstrando que o tratamento clínico otimizado é uma alternativa válida e segura para a maioria dos pacientes com doença arterial coronariana estável, sem necessidade de revascularização imediata apenas pela presença de isquemia documentada.
Entretanto, as Diretrizes ESC 2024 definem claramente situações em que a revascularização é indicada independentemente dos sintomas: doença de tronco de coronária esquerda com estenose significativa, doença triarterial com disfunção ventricular, e presença de isquemia extensa documentada em grande território miocárdico. Nessas situações de alto risco anatômico e funcional, a cirurgia de revascularização miocárdica demonstra superioridade para a sobrevida a longo prazo, especialmente em pacientes com diabetes e doença multiarterial complexa. A decisão deve idealmente ser tomada por um Heart Team — equipe multidisciplinar incluindo cardiologistas clínicos, hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos —, conforme recomendado pelas diretrizes da ESC 2024 (Classe I, Nível de Evidência C). No Instituto Inject, o Dr. Estevão Figueiredo participa ativamente dessa discussão clínica, garantindo que cada paciente com doença arterial coronariana receba a estratégia mais adequada ao seu perfil individual.
7. Prevenção da doença arterial coronariana: o que a ciência comprova
A doença arterial coronariana é em grande parte prevenível — e as evidências científicas acumuladas ao longo de décadas não deixam dúvidas sobre isso. A prevenção opera em dois níveis: a prevenção primária, voltada a indivíduos ainda sem diagnóstico de DAC; e a prevenção secundária, destinada a pacientes com doença estabelecida que precisam evitar novos eventos.
Na prevenção primária, o controle rigoroso dos fatores de risco modificáveis é a intervenção de maior impacto. Estudo publicado no Lancet demonstrou que o tabagismo, a hipertensão, a dislipidemia, a obesidade abdominal, o sedentarismo e o diabetes respondem coletivamente pela grande maioria dos infartos — e todos são modificáveis. A adoção da dieta mediterrânea — rica em azeite de oliva, vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais e peixes — foi associada a redução de até 30% nos eventos cardiovasculares maiores no estudo PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine. A prática regular de exercício físico aeróbico de intensidade moderada (pelo menos 150 minutos semanais) reduz o risco de doença arterial coronariana por múltiplos mecanismos: melhora do perfil lipídico, redução da pressão arterial, controle do peso, redução da inflamação sistêmica e melhora da função endotelial.
Na prevenção secundária, o objetivo é reduzir ao máximo o risco de novos eventos em pacientes que já têm doença arterial coronariana diagnosticada. Além do tratamento farmacológico intensivo — estatinas de alta potência para LDL abaixo de 55 mg/dL, antiplaquetários, betabloqueadores, IECAs e, quando indicado, colchicina —, a reabilitação cardiovascular é uma das intervenções com maior redução de mortalidade documentada: programas estruturados de exercício supervisionado reduzem a mortalidade cardiovascular em aproximadamente 26% e a mortalidade por todas as causas em 20%, segundo metanálises de ensaios clínicos randomizados. A cessação do tabagismo permanece a intervenção isolada de maior impacto na prevenção secundária da doença arterial coronariana. No Instituto Inject, o Dr. Estevão Figueiredo elabora planos de prevenção cardiovascular individualizados, combinando modificação de estilo de vida, tratamento farmacológico otimizado e monitoramento periódico com exames de precisão.
8. Diagnóstico de precisão da doença arterial coronariana no Instituto Inject
O Instituto Inject, em Marília-SP, oferece ao paciente com suspeita ou diagnóstico de doença arterial coronariana uma abordagem diagnóstica e de acompanhamento que combina o que há de mais avançado em cardiologia com o atendimento humanizado e personalizado do Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo. Essa combinação — ciência de ponta + cuidado individualizado — é o que diferencia o Instituto Inject na região.
Para o diagnóstico da doença arterial coronariana, o Instituto Inject disponibiliza no mesmo local: teste ergométrico para detecção de isquemia induzível e avaliação da capacidade funcional; ecocardiograma para avaliação da função ventricular global e segmentar, geometria cardíaca e disfunção diastólica; Holter 24 horas para monitoramento de alterações isquêmicas silenciosas e arritmias associadas; MAPA 24 horas para avaliação do controle pressórico — fator determinante para a progressão da aterosclerose coronariana; bioimpedância para quantificação da composição corporal e da gordura visceral; e scanner 3D corporal complementar. O painel laboratorial avançado inclui PCR ultrassensível, lipoproteína(a), perfil lipídico completo, glicemia, hemoglobina glicada, ácido úrico e demais marcadores relevantes para a estratificação do risco de doença arterial coronariana.
O Dr. Estevão Figueiredo integra todos esses dados em um laudo cardiológico individualizado — não um formulário padrão, mas uma avaliação clínica real, que considera a história de vida, os fatores de risco, os exames e os objetivos de saúde de cada paciente. Sua formação em Cardiologia de Alta Precisão e Prevenção Cardiovascular, com PhD pela USP, garante que cada decisão clínica seja baseada nas melhores evidências disponíveis — as mesmas que orientam as Diretrizes ESC 2024 e AHA/ACC 2023. Cuidar da doença arterial coronariana começa com um diagnóstico preciso — e é exatamente isso que o Instituto Inject oferece.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Doença Arterial Coronariana
1. Doença arterial coronariana tem cura? A doença arterial coronariana não tem cura no sentido de eliminação completa das placas formadas. No entanto, com tratamento adequado — controle rigoroso dos fatores de risco, medicamentos baseados em evidências e modificações de estilo de vida — é possível estabilizar a doença, prevenir sua progressão, reduzir drasticamente o risco de infarto e viver com excelente qualidade de vida por décadas. Em alguns casos, o tratamento intensivo pode promover regressão parcial da aterosclerose.
2. Qual a diferença entre doença arterial coronariana e infarto? A doença arterial coronariana é o processo crônico de formação de placas nas artérias coronárias — que pode existir por anos sem causar sintomas. O infarto do miocárdio é um evento agudo que ocorre quando uma placa se rompe, forma um coágulo e oclui abruptamente a artéria, matando células do músculo cardíaco. O infarto é, portanto, uma das complicações da doença arterial coronariana — mas a DAC pode estar presente muito antes e independentemente de um infarto ter ocorrido.
3. Doença coronariana tem sintomas? Nem sempre. Uma parcela significativa dos pacientes com doença arterial coronariana é assintomática — especialmente em fases iniciais ou em diabéticos, nos quais a neuropatia autonômica atenua a percepção da dor. Quando sintomática, a manifestação mais característica é a angina — pressão ou desconforto no peito com o esforço. Por isso, o check-up cardiovascular periódico com cardiologista é fundamental mesmo na ausência de sintomas.
4. Qual exame detecta a doença arterial coronariana precocemente? O escore de cálcio coronariano — obtido por tomografia sem contraste — é um dos métodos mais sensíveis para detectar aterosclerose coronariana precocemente, antes de qualquer sintoma. A angiotomografia de coronárias identifica tanto placas calcificadas quanto não calcificadas e avalia o grau de obstrução. O teste ergométrico avalia a repercussão funcional da DAC durante o esforço. No Instituto Inject, o Dr. Estevão define o protocolo diagnóstico mais apropriado para cada perfil de paciente.
5. Doença arterial coronariana pode ser prevenida? Sim, em grande parte. O controle rigoroso da hipertensão, do colesterol LDL, do diabetes, do peso corporal e do tabagismo — combinado à prática regular de exercício físico e à dieta saudável — reduz substancialmente o risco de desenvolver doença arterial coronariana. O diagnóstico precoce de aterosclerose subclínica — ainda sem sintomas — permite iniciar intervenções preventivas antes do primeiro evento cardiovascular.
Conclusão
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: (1) o que é a doença arterial coronariana e como a aterosclerose obstrui progressivamente as artérias coronárias; (2) os fatores de risco modificáveis e não modificáveis que aceleram a doença arterial coronariana; (3) os sintomas — da angina estável clássica ao infarto silencioso —, com atenção especial para as apresentações atípicas em mulheres e diabéticos; (4) o diagnóstico baseado nas Diretrizes ESC 2024, com destaque para angiotomografia coronariana, teste ergométrico, ecocardiograma e estratificação funcional por FFR/iFR; (5) o tratamento farmacológico completo segundo as Diretrizes ESC 2024 e AHA/ACC 2023 — incluindo estatinas de alta intensidade para LDL abaixo de 55 mg/dL, antiplaquetários, betabloqueadores, IECAs e a novidade da colchicina 0,5 mg/dia (Classe IIa, Nível de Evidência A); (6) a decisão de revascularização à luz do estudo ISCHEMIA (NEJM, 2020), que demonstrou que o tratamento clínico otimizado é equivalente à intervenção imediata na maioria dos pacientes com DAC estável; (7) a prevenção primária e secundária baseada em evidências, incluindo dieta mediterrânea, exercício físico e reabilitação cardiovascular; e (8) o papel do Instituto Inject no diagnóstico de precisão e no acompanhamento individualizado da doença arterial coronariana.
A mensagem central é definitiva: doença arterial coronariana diagnosticada precocemente e tratada com rigor científico tem prognóstico radicalmente melhor do que aquela descoberta no momento do infarto. O momento de agir é antes que ela manifeste suas consequências mais graves.
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Se você tem fatores de risco para doença arterial coronariana — hipertensão, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar, tabagismo — ou sintomas como cansaço desproporcional e pressão no peito, não espere para investigar.
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Cuide do seu coração com quem entende do assunto.
Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Cardiologia | PhD pela USP Instituto Inject — Marília, SP
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