Introdução
Passados os anos mais agudos da pandemia, uma pergunta persistente chega ao consultório do Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo, no Instituto Inject, em Marília-SP, com frequência crescente: "Doutor, pode ser que o meu coração ainda esteja sofrendo com a COVID?" A resposta que a ciência acumulou é inequívoca — e preocupante o suficiente para merecer atenção rigorosa. Estudos com centenas de milhares de pacientes demonstraram que a COVID-19 eleva o risco cardiovascular de longo prazo — em arritmias, infarto, insuficiência cardíaca, miocardite, trombose e acidente vascular cerebral — mesmo em pacientes que tiveram formas leves da doença e não foram hospitalizados. As sequelas cardiovasculares da pandemia não são relíquias do passado: elas ainda existem, ainda chegam ao consultório e ainda exigem avaliação cardiológica estruturada.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: COVID e Coração: As Sequelas Cardiovasculares Ainda Existem?
- Como o SARS-CoV-2 afeta o sistema cardiovascular: mecanismos de lesão
- Miocardite pós-COVID: o que é, como ocorre e como diagnosticar
- Arritmias após a COVID: taquicardia, fibrilação atrial e síndrome POTS
- Infarto, AVC e trombose: o risco cardiovascular ampliado após a COVID
- COVID longa e coração: o que é a PASC cardiovascular
- O grande estudo de referência: o que a Nature Medicine demonstrou
- Quem tem maior risco de sequelas cardiovasculares após a COVID
- Quando buscar avaliação cardiológica após a COVID e o que esperar
A COVID-19 não é apenas uma doença respiratória — ela é uma doença sistêmica com impacto profundo no sistema cardiovascular. Entender como o vírus afeta o coração, quais sequelas cardiovasculares podem persistir e quando buscar avaliação é fundamental para qualquer pessoa que passou pela infecção, especialmente aquelas com fatores de risco cardíacos preexistentes.
1. Como o SARS-CoV-2 afeta o sistema cardiovascular: mecanismos de lesão
O SARS-CoV-2 não atinge o coração apenas indiretamente, como consequência da doença pulmonar grave. O vírus possui mecanismos próprios de agressão cardiovascular que operam desde a fase aguda da infecção e podem perpetuar-se muito além da resolução dos sintomas respiratórios.
O principal ponto de entrada do SARS-CoV-2 nas células humanas é o receptor ECA-2 (enzima conversora de angiotensina 2) — amplamente expresso não apenas nas células epiteliais das vias aéreas, mas também nos cardiomiócitos (células musculares do coração), nas células endoteliais dos vasos sanguíneos e nas células do músculo liso vascular. Isso significa que o vírus pode infectar diretamente o tecido cardíaco e o endotélio vascular, causando lesão celular primária.
Além da lesão direta, a resposta imunológica exacerbada desencadeada pela infecção — incluindo a chamada "tempestade de citocinas", com elevação de interleucinas pró-inflamatórias, proteína C-reativa e ferritina — causa lesão miocárdica secundária por via inflamatória. A disfunção endotelial generalizada provocada pela infecção favorece a ativação da coagulação, a formação de microtrombos e o comprometimento da microcirculação em múltiplos órgãos, incluindo o coração e o cérebro.
Segundo revisão publicada no Frontiers in Cardiovascular Medicine em 2024, os mecanismos patogênicos das sequelas cardiovasculares da COVID identificados na literatura incluem: persistência viral no organismo, reativação de outros agentes virais, desregulação imunológica, desenvolvimento de autoanticorpos contra proteínas cardíacas, microtrombose vascular e disfunção endotelial crônica. Esses mecanismos não se excluem — ao contrário, interagem e se potencializam, explicando por que as sequelas cardiovasculares da COVID podem persistir muito além da infecção aguda.
2. Miocardite pós-COVID: o que é, como ocorre e como diagnosticar
A miocardite — inflamação do músculo cardíaco — é uma das sequelas cardiovasculares mais preocupantes e mais estudadas após a COVID-19. Ela pode ocorrer tanto durante a fase aguda da infecção quanto como manifestação tardia, semanas após a resolução dos sintomas respiratórios.
A miocardite pós-COVID pode apresentar-se com um espectro amplo de gravidade: de formas subclínicas, detectadas apenas por exames complementares sensíveis sem qualquer sintoma atribuído pelo paciente, até formas graves com insuficiência cardíaca e arritmias potencialmente fatais. Os sintomas mais comuns quando a miocardite se manifesta clinicamente incluem dor torácica, palpitações, fadiga desproporcional ao esforço e falta de ar — sintomas que frequentemente são atribuídos erroneamente à ansiedade ou ao descondicionamento físico pós-COVID.
O diagnóstico de miocardite pós-COVID baseia-se na combinação de apresentação clínica, elevação de biomarcadores cardíacos (especialmente a troponina de alta sensibilidade), alterações no eletrocardiograma (ECG) e achados de imagem — com a ressonância magnética cardíaca (RMC) considerada o método não invasivo mais sensível para detecção de inflamação e edema miocárdico. O consenso de especialistas do American College of Cardiology (ACC) de 2022 sobre as Sequelas Cardiovasculares da COVID-19 — publicado no Journal of the American College of Cardiology — fornece um algoritmo detalhado para avaliação e manejo de pacientes adultos com suspeita de miocardite ou envolvimento miocárdico pós-COVID, incluindo orientações sobre retorno ao exercício físico e ao esporte.
O ACC 2022 recomenda que pacientes com suspeita de miocardite pós-COVID, sejam atletas ou não, restrinjam o exercício físico por pelo menos três meses e realizem avaliação cardiológica completa com ECG, ecocardiograma, troponina e, quando indicado, ressonância magnética cardíaca antes de retomar atividades de maior intensidade.
3. Arritmias após a COVID: taquicardia, fibrilação atrial e síndrome POTS
As arritmias cardíacas — alterações no ritmo ou na frequência cardíaca — figuram entre as sequelas cardiovasculares mais frequentemente relatadas após a COVID-19. Elas podem surgir tanto durante a fase aguda quanto semanas a meses após a recuperação, por mecanismos distintos.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum após a COVID-19. A infecção pelo SARS-CoV-2 cria condições propícias para seu desenvolvimento: inflamação do tecido atrial, hipóxia, desequilíbrios eletrolíticos, lesão miocárdica e disfunção autonômica. Revisão sistemática de casos publicada no PMC em 2024 demonstrou que a FA pós-COVID está associada a taxas elevadas de complicações graves, incluindo AVC isquêmico, insuficiência cardíaca e mortalidade elevada nos pacientes que precisam de cuidados intensivos.
A síndrome POTS (Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática), embora não seja exclusivamente cardíaca, merece destaque especial no contexto das sequelas cardiovasculares da COVID. Ela se caracteriza por elevação anormal da frequência cardíaca — geralmente superior a 30 batimentos por minuto — ao passar da posição deitada para a posição em pé, frequentemente acompanhada de tontura, palpitações, fadiga intensa e intolerância ao exercício. Segundo o Consenso ACC 2022, a síndrome POTS é uma das manifestações cardiovasculares mais frequentes da COVID longa, afetando predominantemente mulheres jovens, e resulta da disfunção do sistema nervoso autônomo provocada pela infecção.
Revisão publicada no European Heart Journal em 2022 — dedicada especificamente às sequelas cardiovasculares da COVID longa — identificou que as manifestações autonômicas, incluindo a POTS, representam uma das dimensões mais prevalentes e mais incapacitantes da COVID longa com impacto cardiovascular, e que a intolerância ao exercício associada pode criar um ciclo vicioso de descondicionamento progressivo que agrava ainda mais os sintomas.
4. Infarto, AVC e trombose: o risco cardiovascular ampliado após a COVID
Uma das descobertas mais impactantes sobre as sequelas cardiovasculares da COVID foi a demonstração de que a infecção eleva, de forma significativa e duradoura, o risco de eventos cardiovasculares isquêmicos maiores — mesmo em pacientes sem doença cardiovascular prévia conhecida e mesmo após formas leves da doença que não exigiram hospitalização.
Artigo publicado no The Lancet em 2021, por pesquisadores suecos, utilizando uma coorte nacional com metodologia de estudo de casos-controles e série de casos autocontrolados, demonstrou que o risco de infarto agudo do miocárdio estava significativamente elevado nas semanas seguintes à infecção por SARS-CoV-2. O mesmo estudo identificou risco aumentado de AVC isquêmico e de tromboembolismo venoso — trombose venosa profunda e embolia pulmonar — no período pós-COVID.
A metanálise sistemática sobre desfechos cardiovasculares na COVID longa, publicada no PMC em 2025, confirmou que sobreviventes da COVID apresentam risco aumentado de novos diagnósticos cardiovasculares, incluindo AVC, arritmias, miocardite, cardiomiopatia, doença arterial coronariana, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença tromboembólica e choque cardiogênico.
O mecanismo central desse risco ampliado é a disfunção endotelial provocada pela infecção — que compromete a capacidade dos vasos sanguíneos de regular o fluxo, aumenta a aderência de plaquetas e leucócitos à parede vascular e favorece um estado pró-trombótico que pode persistir por meses após a recuperação clínica. Artigo publicado no JACC: Advances em 2024 detalhou os mecanismos pelos quais a disfunção endotelial pós-COVID fornece plausibilidade biológica para o aumento de infarto e AVC muito além da fase de recuperação da infecção.
5. COVID longa e coração: o que é a PASC cardiovascular
A COVID longa — denominada formalmente na literatura científica como PASC (Post-Acute Sequelae of SARS-CoV-2 Infection) — é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a persistência ou o surgimento de novos sintomas quatro ou mais semanas após a infecção aguda pelo SARS-CoV-2, não explicados por diagnóstico alternativo. Estima-se que a PASC afete entre 10% e 30% dos indivíduos infectados pelo SARS-CoV-2, com variações expressivas dependendo da gravidade da infecção aguda, da presença de comorbidades e do status vacinal.
No domínio cardiovascular, o Consenso de Especialistas ACC 2022 propõe dois subtipos funcionais de PASC cardiovascular que ajudam a organizar a avaliação clínica: a PASC-CVD — em que há uma doença cardiovascular estrutural ou arrítmica nova, documentada por exames, como miocardite, insuficiência cardíaca ou fibrilação atrial de novo —, e a PASC-CVS (síndrome cardiovascular) — em que há sintomas cardiovasculares como taquicardia, intolerância ao exercício, palpitações e dispneia sem doença estrutural identificada, frequentemente explicados por disfunção autonômica ou descondicionamento.
Os sintomas cardiovasculares da PASC que mais frequentemente levam ao cardiologista incluem: palpitações e taquicardia em repouso ou desproporcional ao esforço mínimo; fadiga intensa e persistente mesmo após descanso adequado; intolerância ao exercício físico — o paciente que antes corria ou pedalava sem dificuldade agora apresenta desconforto com esforços mínimos; dor ou pressão torácica; tontura ao levantar-se (ortostase); e falta de ar que não se explica pela função pulmonar.
6. O grande estudo de referência: o que a Nature Medicine demonstrou
O estudo de maior impacto científico sobre as sequelas cardiovasculares de longo prazo da COVID-19 foi publicado na Nature Medicine em fevereiro de 2022, pelo grupo do Dr. Ziyad Al-Aly da Universidade de Washington em St. Louis. O trabalho analisou dados de 153.760 sobreviventes da COVID-19 comparados com uma coorte controle contemporânea de mais de 5,6 milhões de pessoas sem COVID, acompanhados por pelo menos 12 meses após a infecção.
Os resultados foram expressivos: os sobreviventes da COVID apresentaram risco significativamente aumentado em um amplo espectro de desfechos cardiovasculares no período de 30 dias a 12 meses após a infecção. Isso incluiu aumento do risco de fibrilação atrial, taquicardia sinusal persistente, miocardite, pericardite, infarto agudo do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca, cardiomiopatia, embolia pulmonar, trombose venosa profunda e acidente vascular cerebral. A estimativa combinada apontou que os sobreviventes de COVID tinham risco substancialmente mais elevado de qualquer desfecho cardiovascular comparado ao grupo controle — e, crucialmente, esse aumento de risco foi observado mesmo entre os pacientes que não foram hospitalizados durante a infecção aguda, ou seja, formas leves e moderadas também conferem risco cardiovascular residual.
Esse estudo definiu um novo paradigma: a COVID-19 não é apenas uma doença aguda com impacto cardiovascular imediato — ela é também um fator de risco cardiovascular de médio e longo prazos, com implicações diretas para a prevenção e o acompanhamento cardiológico de uma geração inteira de pessoas que passaram pela infecção.
7. Quem tem maior risco de sequelas cardiovasculares após a COVID
Embora qualquer pessoa infectada pelo SARS-CoV-2 possa desenvolver sequelas cardiovasculares, a evidência científica acumulada permite identificar grupos com risco proporcionalmente mais elevado — o que orienta a intensidade do acompanhamento cardiológico pós-infecção.
Os fatores associados a maior risco de sequelas cardiovasculares após a COVID incluem: maior gravidade da infecção aguda — pacientes hospitalizados, especialmente os que necessitaram de UTI ou ventilação mecânica, apresentam risco consideravelmente mais alto de comprometimento cardíaco residual; presença de doença cardiovascular preexistente — hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, arritmias ou diabetes mellitus aumentam a vulnerabilidade ao dano cardiovascular induzido pela COVID; elevação de troponina durante a fase aguda — estudo prospectivo publicado no Journal of Clinical Medicine em 2022 demonstrou que a lesão miocárdica durante a hospitalização — definida pela elevação da troponina de alta sensibilidade — foi preditora independente de sequelas cardiovasculares e maior mortalidade após a alta hospitalar; não vacinação — estudos publicados em 2022 demonstraram que o breakthrough COVID-19 (infecção após vacinação) associou-se a risco de PASC consideravelmente menor do que a infecção em não vacinados; e sexo feminino — mulheres parecem apresentar maior prevalência de PASC com sintomas cardiovasculares autonômicos, especialmente POTS.
Segundo o Consenso ACC 2022, pacientes com esses fatores de risco devem ter acompanhamento cardiológico estruturado após a COVID, com avaliação dirigida baseada na sintomatologia e no contexto clínico individual.
8. Quando buscar avaliação cardiológica após a COVID e o que esperar
A pergunta que mais chega ao consultório não é "a COVID pode causar problemas no coração?" — essa resposta a ciência já forneceu. A pergunta mais relevante é: quando devo procurar um cardiologista após ter tido COVID?
O Consenso de Especialistas ACC 2022 recomenda que pacientes com sintomas cardiovasculares persistentes quatro ou mais semanas após a infecção aguda sejam avaliados por cardiologista. Os sintomas que justificam avaliação cardiológica incluem: palpitações frequentes ou persistentes; taquicardia em repouso sem causa aparente; dor ou pressão no peito; tontura ao levantar-se; intolerância ao esforço desproporcional ao nível de condicionamento prévio; falta de ar que persiste após a recuperação respiratória; e fadiga intensa que não melhora com o repouso.
Segundo o ACC 2022, a avaliação cardiológica de pacientes com PASC cardiovascular deve incluir, de forma dirigida à apresentação clínica: exames laboratoriais (hemograma, PCR, DHL, D-dímero, ferritina, troponina de alta sensibilidade, BNP ou NT-proBNP, função tireoidiana e hormônios, conforme indicação); eletrocardiograma (ECG em repouso); ecocardiograma transtorácico (para avaliação estrutural e funcional do coração); monitorização ambulatorial do ritmo (Holter de 24h ou mais, quando há palpitações ou suspeita de arritmia); e exames adicionais conforme o quadro — ressonância magnética cardíaca na suspeita de miocardite, teste ergométrico para avaliação da resposta ao esforço e investigação de POTS, ou tomografia de coronárias quando há suspeita de doença isquêmica.
No Instituto Inject, todos esses exames — ecocardiograma, ECG, Holter, MAPA e teste ergométrico — estão disponíveis no mesmo local, permitindo uma avaliação cardiológica completa e integrada. A mensagem final é clara: se você teve COVID e apresenta qualquer sintoma cardiovascular persistente, não atribua ao estresse ou ao "cansaço pós-pandemia" sem antes fazer uma avaliação cardiológica objetiva. O coração pode estar dando sinais que merecem ser investigados com precisão.
Perguntas Frequentes
1. Quanto tempo após a COVID podem aparecer sequelas cardiovasculares? Sequelas cardiovasculares podem surgir durante a fase aguda ou nas semanas e meses seguintes. A COVID longa é definida por sintomas que persistem ou surgem quatro ou mais semanas após a infecção. Estudos de longo prazo demonstraram risco cardiovascular aumentado por pelo menos 12 meses após a infecção aguda, e possivelmente por períodos mais longos em alguns pacientes.
2. Quem teve COVID leve pode ter sequelas no coração? Sim. O estudo publicado na Nature Medicine em 2022 demonstrou aumento do risco cardiovascular de longo prazo mesmo em pacientes que não foram hospitalizados — ou seja, formas leves e moderadas da COVID também conferem risco residual. A gravidade da infecção influencia a magnitude do risco, mas não o elimina nas formas mais brandas.
3. Palpitações após a COVID são perigosas? Palpitações persistentes após a COVID merecem avaliação cardiológica. A maioria tem origem em disfunção autonômica benigna ou descondicionamento físico — mas arritmias significativas como fibrilação atrial também podem estar presentes. O cardiologista diferencia essas causas com ECG, Holter e ecocardiograma.
4. Posso me exercitar depois de ter tido COVID? Em formas leves sem sintomas cardiovasculares persistentes, a retomada gradual e progressiva do exercício é encorajada. Se houve suspeita de miocardite, o ACC recomenda restrição do exercício por três meses e avaliação cardiológica antes do retorno. Em pacientes com POTS pós-COVID, programas de condicionamento físico supervisionado e gradual são parte do tratamento.
5. A vacinação contra COVID protege contra as sequelas cardiovasculares? Estudos publicados em 2022 indicaram que a vacinação reduz significativamente o risco de COVID longa e de suas sequelas cardiovasculares. Isso reforça a importância da vacinação como estratégia de prevenção não apenas da doença aguda, mas também de suas complicações de longo prazo no coração e em outros sistemas.
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: como o SARS-CoV-2 afeta diretamente o sistema cardiovascular por múltiplos mecanismos de lesão, incluindo infecção direta dos cardiomiócitos, inflamação sistêmica e disfunção endotelial; a miocardite pós-COVID, seu espectro clínico e como o ACC orienta seu diagnóstico e manejo; as arritmias mais frequentes após a COVID, com destaque para a fibrilação atrial e a síndrome POTS; o risco aumentado de infarto, AVC e tromboembolismo que persiste após a infecção; a COVID longa com foco cardiovascular, com os dois subtipos PASC-CVD e PASC-CVS; o estudo da Nature Medicine com mais de 153 mil pacientes que redefiniu o impacto cardiovascular da COVID; os grupos com maior risco de sequelas; e quando buscar avaliação cardiológica e o que esperar dessa investigação.
As sequelas cardiovasculares da pandemia não pertencem ao passado. Elas chegam ao consultório todos os dias — e merecem avaliação cardiológica precisa, baseada em evidências e individualizada para cada paciente.
Agende sua Avaliação
Se você teve COVID-19 — especialmente se apresentou forma grave ou se tem sintomas cardiovasculares persistentes — uma avaliação cardiológica completa pode ser o passo mais importante para proteger seu coração.
No Instituto Inject, em Marília-SP, o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo realiza avaliação cardiológica integrada com ECG, ecocardiograma, Holter, MAPA e teste ergométrico no mesmo local, com laudo individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp (14) 99884-1112 e agende sua avaliação.
Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Médico Cardiologista | PhD pela USP
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