Introdução

O AVC isquêmico é a principal causa de morte no Brasil: em 2023, a Sociedade Brasileira de AVC registrou mais de 110 mil óbitos pela doença no país. O que muitos pacientes e seus familiares desconhecem é que o coração está diretamente implicado em 20 a 30% de todos esses casos. Doenças cardíacas como a fibrilação atrial podem multiplicar por até cinco vezes o risco de sofrer um AVC isquêmico — e a maioria desses eventos é amplamente evitável com diagnóstico e tratamento adequados. É exatamente sobre essa interface entre cardiologia e neurologia que o Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo, cardiologista do Instituto Inject em Marília-SP, se debruça cotidianamente na prática clínica e na pesquisa baseada em evidências.

 

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post: AVC Isquêmico e Coração: Como Doenças Cardíacas Aumentam em até 5 Vezes o Risco de Derrame Cerebral

  1. O que é o AVC isquêmico e por que o coração é uma causa central
  2. Fibrilação atrial: a arritmia que mais causa AVC isquêmico cardioembólico
  3. Insuficiência cardíaca, infarto e trombo intracardíaco como fontes de êmbolo
  4. Forame oval patente, valvopatias e outras causas cardíacas de AVC isquêmico
  5. Como o cardiologista investiga a origem cardíaca do AVC isquêmico
  6. Prevenção do AVC isquêmico de origem cardíaca: anticoagulação e controle de ritmo
  7. Diagnóstico de precisão no Instituto Inject: ECG, Holter, MAPA e Ecocardiograma
  8. Monitoramento contínuo e prevenção cardiovascular individualizada

 

Convidamos você a ler este conteúdo completo sobre AVC isquêmico e sua relação com o coração. Entender essa conexão pode salvar vidas — inclusive a sua ou a de alguém querido. Acompanhe cada tópico com atenção e, ao final, descubra como o Instituto Inject pode ajudá-lo.

 

1. O Que É o AVC Isquêmico e Por Que o Coração É uma Causa Central

O AVC isquêmico ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido, levando à morte de neurônios em minutos. Representa cerca de 87% de todos os acidentes vasculares cerebrais e é responsável por volumes expressivos de mortalidade, incapacidade permanente e elevados custos ao sistema de saúde. Segundo dados do registro Joinvasc, referência epidemiológica brasileira, a incidência de AVC isquêmico em 2021 foi de 160 casos por 100.000 habitantes-ano apenas na cidade de Joinville.

Do ponto de vista fisiopatológico, o AVC isquêmico pode ter três grandes origens: aterosclerose de grandes vasos, doença de pequenos vasos (lacunar) e embolismo de origem cardíaca — chamado de AVC cardioembólico. Este último grupo é particularmente grave, pois produz infartos cerebrais extensos, com maior mortalidade e sequelas mais severas do que os demais subtipos.

Segundo a Diretriz de Prevenção Secundária do AVC da American Heart Association e da American Stroke Association (AHA/ASA, 2021), fontes cardioembólicas são sugeridas quando se observa isquemia cerebral simultânea em múltiplos territórios vasculares, o que é um sinal clínico de alerta para o cardiologista. A investigação cardiológica estruturada — com eletrocardiograma, ecocardiograma transtorácico, Holter e, em casos selecionados, monitoramento prolongado do ritmo — é parte obrigatória da avaliação de qualquer paciente com AVC isquêmico sem causa aparente.

Compreender essa relação é o primeiro passo para uma prevenção eficaz. No Instituto Inject, o Prof. Dr. Estevão conduz a investigação cardiológica do paciente com AVC isquêmico de forma sistemática, integrando todos os recursos diagnósticos em um único ambiente.

 

2. Fibrilação Atrial: a Arritmia que Mais Causa AVC Isquêmico Cardioembólico

A fibrilação atrial (FA) é, isoladamente, a maior causa cardíaca de AVC isquêmico. Trata-se de uma arritmia em que os átrios do coração perdem a contração coordenada e passam a fibrilar de forma caótica, favorecendo a estase sanguínea e a formação de coágulos, especialmente no apêndice atrial esquerdo. Quando esses trombos se desprendem, são lançados na circulação arterial e podem ocluir vasos cerebrais de grande calibre, produzindo um AVC isquêmico extenso e devastador.

Estudos consolidados demonstram que a FA eleva o risco de AVC isquêmico em até cinco vezes em relação a indivíduos sem a arritmia, com o risco sendo ainda maior em idosos e em portadores de comorbidades como hipertensão arterial e diabetes mellitus. A FA está presente em até 2% da população geral, mas sua prevalência aumenta dramaticamente com a idade, atingindo cifras superiores a 10% em indivíduos com mais de 80 anos.

A Diretriz de Fibrilação Atrial da European Society of Cardiology (ESC, 2024) introduziu o modelo AF-CARE, que organiza o cuidado do paciente com FA em quatro pilares: controle de comorbidades (C), prevenção de AVC e tromboembolismo (A), controle de ritmo e sintomas (R) e reavaliações periódicas (E). O pilar de prevenção do AVC isquêmico é considerado mandatório: a anticoagulação oral está indicada em todos os pacientes com FA e pontuação elevada no escore CHA₂DS₂-VA, independentemente do tipo de FA (paroxística, persistente ou permanente).

Um dado que merece destaque é a FA silenciosa: um número considerável de pacientes tem a arritmia sem qualquer sintoma, sendo o AVC isquêmico a primeira manifestação clínica. Por isso, o monitoramento do ritmo cardíaco por Holter de 24 horas ou por dispositivos implantáveis tem papel fundamental na detecção precoce — o que é parte da rotina diagnóstica do Instituto Inject.

 

3. Insuficiência Cardíaca, Infarto e Trombo Intracardíaco como Fontes de Êmbolo

Além da fibrilação atrial, outras cardiopatias estruturais contribuem de forma significativa para o risco de AVC isquêmico. A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), em especial quando a fração de ejeção está abaixo de 35–40%, predispõe à estase sanguínea dentro das câmaras cardíacas e à formação de trombos murais — especialmente no ápice do ventrículo esquerdo.

O infarto agudo do miocárdio (IAM) anterior extenso é uma causa clássica de trombo intracardíaco. Quando há acometimento da parede anterior e do ápice ventricular, as áreas de acinesia ou discinesia favorecem a formação de coágulos que podem se desprender e embolizar para o cérebro, resultando em AVC isquêmico cardioembólico nas semanas ou meses seguintes ao evento coronariano. A Diretriz de Síndrome Coronariana Aguda da ESC (2023) recomenda que a ressonância magnética cardíaca seja considerada quando há suspeita de trombo no ventrículo esquerdo e as imagens ecocardiográficas são inconclusivas.

A cardiomiopatia de Chagas, altamente prevalente no interior do Brasil — incluindo a região de Marília e do oeste paulista —, merece menção especial. A doença chagásica produz cardiomiopatia dilatada com formação de aneurismas apicais, áreas de fibrose e intensa predisposição trombogênica. Pacientes com cardiopatia chagásica e AVC isquêmico de padrão embólico têm indicação de anticoagulação oral, conforme as diretrizes nacionais da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O ecocardiograma transtorácico é a ferramenta fundamental para identificar essas fontes cardioembólicas: trombo mural, disfunção ventricular grave, aneurismas e disfunção valvar. No contexto de investigação do AVC isquêmico, o exame deve ser realizado de forma sistemática e interpretado por cardiologista experiente.

 

4. Forame Oval Patente, Valvopatias e Outras Causas Cardíacas de AVC Isquêmico

O forame oval patente (FOP) é uma comunicação persistente entre o átrio direito e o átrio esquerdo, presente em aproximadamente 25 a 30% da população adulta. Em condições normais, essa comunicação permanece funcional e assintomática. No entanto, em situações em que a pressão no átrio direito se eleva — como na manobra de Valsalva, na tosse ou no esforço físico —, trombos originados na circulação venosa podem atravessar o FOP e atingir a circulação arterial cerebral, causando um AVC isquêmico por embolia paradoxal.

Segundo dados publicados em registro brasileiro (PMC, 2024), o FOP está presente em aproximadamente 30% dos casos de AVC isquêmico criptogênico — aquele em que não se identifica outra causa após investigação completa. A associação é especialmente forte em pacientes jovens, com menos de 55 anos, e o escore RoPE (Risk of Paradoxical Embolism) auxilia na estratificação do risco individual.

As valvopatias reumáticas — em particular a estenose mitral moderada a grave — representam outra fonte cardioembólica clássica de AVC isquêmico. A estase sanguínea no átrio esquerdo dilatado favorece a formação de trombos, mesmo na ausência de fibrilação atrial. Próteses valvares mecânicas também exigem anticoagulação permanente e monitoramento rigoroso, dado o elevado risco tromboembólico.

Outras causas cardíacas menos frequentes, mas igualmente importantes na investigação do AVC isquêmico, incluem endocardite infecciosa (com embolização de vegetações sépticas), tumores cardíacos (como o mixoma atrial) e aterosclerose aórtica complexa, detectável pelo ecocardiograma transesofágico. A diretriz AHA/ASA (2021) recomenda que, em casos de AVC embólico de fonte incerta (ESUS), a investigação cardiológica avançada — incluindo ecocardiografia transesofágica e monitoramento prolongado do ritmo — seja considerada rotineiramente.

 

5. Como o Cardiologista Investiga a Origem Cardíaca do AVC Isquêmico

A investigação cardiológica do AVC isquêmico é um processo estruturado e sequencial, que começa na fase aguda do evento e se estende ao longo das semanas seguintes. O objetivo é identificar a fonte cardioembólica com precisão suficiente para guiar a terapia preventiva mais adequada e reduzir o risco de recorrência — que é substancialmente elevado no subtipo cardioembólico.

O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é o primeiro exame a ser realizado: pode identificar fibrilação atrial, flutter atrial, sinais de infarto prévio ou hipertrofia ventricular. O Holter de 24 horas amplia essa janela de monitoramento e permite detectar episódios de FA paroxística que passariam despercebidos no ECG convencional. A Diretriz de Fibrilação Atrial do ACC/AHA/HRS (2023) considera razoável o monitoramento do ritmo por 2 a 4 semanas com dispositivos externos ou implantáveis para detecção de FA silenciosa em pacientes com AVC isquêmico de causa indeterminada.

O ecocardiograma transtorácico avalia a morfologia e a função das câmaras cardíacas, identifica trombos murais, disfunção valvar, aneurismas ventriculares e comunica possíveis alterações estruturais. Em casos selecionados, o ecocardiograma transesofágico oferece imagens de maior resolução, sendo superior para avaliação do apêndice atrial esquerdo, do septo interatrial e da aorta torácica.

O MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e o exame de bioimpedância complementam a avaliação cardiometabólica do paciente com AVC isquêmico, permitindo o controle preciso dos fatores de risco modificáveis. No Instituto Inject, todos esses exames são realizados no mesmo local, com laudo individualizado e integração clínica conduzida pelo Prof. Dr. Estevão.

 

6. Prevenção do AVC Isquêmico de Origem Cardíaca: Anticoagulação e Controle de Ritmo

A prevenção do AVC isquêmico de origem cardíaca é um dos campos mais dinâmicos da cardiologia contemporânea. Para pacientes com fibrilação atrial e risco tromboembólico elevado, a anticoagulação oral é a intervenção de maior impacto comprovado. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs — dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana) são atualmente preferidos em relação à varfarina pela melhor posologia, menor interação medicamentosa e perfil de segurança superior, especialmente no que diz respeito ao risco de sangramento intracraniano.

Uma revisão sistemática publicada no Brazilian Journal of Health Review (2024) demonstrou que os benefícios dos DOACs são superiores aos dos antagonistas da vitamina K tanto em eficácia — redução de eventos tromboembólicos — quanto em segurança, com menor risco de sangramentos graves. A Diretriz de Fibrilação Atrial da ESC (2024) recomenda a anticoagulação oral em todos os pacientes com FA e cardiomiopatia hipertrófica ou amiloidose cardíaca, independentemente da pontuação no escore de risco, tamanha é a gravidade da associação com o AVC isquêmico.

O controle do ritmo cardíaco — por meio de antiarrítmicos ou ablação por cateter — é outra estratégia importante. A ablação por cateter como terapia de primeira linha é uma opção razoável para pacientes com FA paroxística ou persistente sintomática, conforme a Diretriz ACC/AHA/HRS (2023). Essa abordagem, ao restaurar o ritmo sinusal, pode reduzir a estase atrial e, consequentemente, o risco de AVC isquêmico cardioembólico.

Para pacientes com contraindicação absoluta à anticoagulação, o fechamento percutâneo do apêndice atrial esquerdo emerge como alternativa válida na prevenção do AVC isquêmico associado à FA. O controle rigoroso dos fatores de risco modificáveis — hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e obesidade — permanece como pilar insubstituível de qualquer estratégia preventiva.

 

7. Diagnóstico de Precisão no Instituto Inject: ECG, Holter, MAPA e Ecocardiograma

O Instituto Inject foi concebido para oferecer ao paciente uma investigação cardiológica completa em um único ambiente, eliminando a fragmentação do cuidado que frequentemente atrasa diagnósticos críticos — como a identificação de uma fibrilação atrial silenciosa em um paciente que já sofreu um AVC isquêmico ou que apresenta alto risco de sofrê-lo.

O ECG digital de alta resolução permite a análise detalhada do ritmo, da condução elétrica e de eventuais alterações isquêmicas. O Holter de 24 horas, realizado no Instituto Inject, registra continuamente o ritmo cardíaco ao longo do dia e da noite, sendo capaz de capturar episódios paroxísticos de FA que só ocorrem durante o sono ou durante o esforço. O MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) avalia o comportamento pressórico ao longo de 24 horas, identificando padrões como hipertensão noturna e ausência de descenso pressórico — fatores independentes de risco para AVC isquêmico.

O Ecocardiograma transtorácico com Doppler, realizado e laudado pelo próprio Prof. Dr. Estevão, oferece uma avaliação morfofuncional completa do coração: fração de ejeção, espessura das paredes, função diastólica, morfologia valvar, presença de trombos e detecção de alterações sugestivas de embolia paradoxal. O Teste Ergométrico avalia a resposta cardiovascular ao esforço e detecta isquemia miocárdica silenciosa — outra condição que pode anteceder um evento cardioembólico.

Essa abordagem integrada é o que diferencia o Instituto Inject: o mesmo médico que interpreta os exames é quem conduz a consulta clínica, elabora o laudo técnico individualizado e define o plano terapêutico. Para o paciente com risco de AVC isquêmico de origem cardíaca, essa integração pode ser determinante.

 

8. Monitoramento Contínuo e Prevenção Cardiovascular Individualizada

A prevenção do AVC isquêmico não é um evento pontual — é um processo contínuo, que exige reavaliação periódica dos fatores de risco, ajuste da terapêutica e atualização constante com base nas melhores evidências disponíveis. A Diretriz de Fibrilação Atrial da ESC (2024) enfatiza explicitamente que a reavaliação individualizada do risco tromboembólico deve ser realizada em intervalos regulares em todos os pacientes com FA, para garantir que a anticoagulação seja mantida nos pacientes que dela necessitam e reconsiderada naqueles cujo perfil de risco se alterou.

Para executivos, atletas e pacientes acima dos 35 anos — público central do Instituto Inject —, o rastreamento proativo de condições cardíacas silenciosas que aumentam o risco de AVC isquêmico é especialmente relevante. A FA paroxística assintomática, o trombo mural em paciente pós-IAM sem sintomas neurológicos e o forame oval patente com aneurisma de septo são exemplos de achados que só serão identificados por meio de uma avaliação cardiológica estruturada e completa.

Um estudo publicado na revista Circulation (Lancet Group, GBD Study, 2021) demonstrou que mais de 90% da carga global de AVC isquêmico está associada a fatores de risco modificáveis, entre eles a pressão arterial elevada, a dieta inadequada, o sedentarismo, o tabagismo e a obesidade abdominal. O controle dessas condições, aliado ao diagnóstico precoce de arritmias e cardiopatias estruturais, pode reduzir de forma expressiva a incidência de AVC isquêmico na população.

No Instituto Inject, a bioimpedância e o Scanner 3D permitem uma avaliação precisa da composição corporal, complementando a estratificação do risco cardiometabólico. Cada plano de prevenção é construído de forma individualizada, com base no perfil clínico, nos exames laboratoriais e nos achados dos exames complementares — sempre fundamentado em Medicina Baseada em Evidências, sem espaço para modismos ou protocolos genéricos.

 

FAQ — Perguntas Frequentes sobre AVC Isquêmico e Coração

1. Qual doença cardíaca mais causa AVC isquêmico? A fibrilação atrial é a causa cardíaca mais frequente de AVC isquêmico, responsável por grande parte dos casos de origem cardioembólica. A arritmia favorece a formação de coágulos no apêndice atrial esquerdo, que podem se desprender e obstruir vasos cerebrais. O risco é até cinco vezes maior do que em pessoas sem a arritmia.

2. Quem tem problema no coração pode ter AVC isquêmico? Sim. Diversas condições cardíacas elevam o risco de AVC isquêmico, incluindo fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, infarto prévio com trombo ventricular, valvopatias reumáticas e forame oval patente. A investigação cardiológica é parte essencial da avaliação de todo paciente com AVC ou com alto risco de sofrê-lo.

3. O ecocardiograma ajuda a prevenir o AVC isquêmico? O ecocardiograma é um exame fundamental na investigação do AVC isquêmico de origem cardíaca. Ele identifica trombos intracardíacos, disfunção ventricular grave, valvopatias e outras alterações estruturais que orientam a escolha do tratamento preventivo mais adequado, como a anticoagulação oral.

4. O AVC isquêmico cardíaco pode ser evitado? Na grande maioria dos casos, sim. A anticoagulação oral em pacientes com fibrilação atrial de alto risco, o controle do ritmo cardíaco, o tratamento adequado da insuficiência cardíaca e o controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular são estratégias eficazes para prevenir o AVC isquêmico de origem cardíaca.

5. Qual médico devo consultar após um AVC isquêmico? O paciente deve ser avaliado tanto por neurologista quanto por cardiologista. O cardiologista é responsável por investigar a origem cardíaca do AVC isquêmico, identificar arritmias silenciosas, avaliar a função cardíaca e indicar o tratamento preventivo mais adequado — especialmente a anticoagulação oral quando há cardiopatia emboligênica identificada.

 

Conclusão

Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pelo Instituto Inject. Neste blog post abordamos: (1) o que é o AVC isquêmico e por que o coração é uma causa central; (2) a fibrilação atrial como principal arritmia causadora de AVC cardioembólico; (3) insuficiência cardíaca, infarto e trombo intracardíaco como fontes de êmbolo cerebral; (4) forame oval patente, valvopatias e outras causas cardíacas de AVC isquêmico; (5) como o cardiologista investiga a origem cardíaca do AVC isquêmico; (6) estratégias de prevenção com anticoagulação e controle de ritmo; (7) o papel do diagnóstico de precisão com ECG, Holter, MAPA e Ecocardiograma no Instituto Inject; e (8) a importância do monitoramento contínuo e da prevenção cardiovascular individualizada.

O AVC isquêmico é uma emergência médica devastadora, mas também é, em grande parte, uma doença evitável. A identificação precoce de condições cardíacas que predispõem ao evento — sobretudo a fibrilação atrial silenciosa — e o tratamento correto dessas condições representam a estratégia mais poderosa de que dispomos para reduzir o impacto dessa doença na população brasileira.

 

Agende Seu Check-up Cardiológico no Instituto Inject

Não espere por sintomas para cuidar do seu coração. Se você tem mais de 35 anos, histórico familiar de AVC ou doenças cardíacas, ou se já foi diagnosticado com fibrilação atrial, hipertensão ou diabetes, o momento de agir é agora.

No Instituto Inject, em Marília-SP, você realiza uma avaliação cardiológica completa — ECG, Ecocardiograma, Holter, MAPA, Teste Ergométrico, Bioimpedância e Scanner 3D — em um único local, com laudo técnico individualizado elaborado pelo Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo.

Entre em contato e agende sua consulta: WhatsApp: (14) 99884-1112 Instituto Inject — Marília, SP

 

Prof. Dr. Estevão Tavares de Figueiredo CRM SP 195033 | RQE 70601-70602/1 Cardiologista | PhD pela USP

 

Referências Bibliográficas

  1. Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC). Números do AVC no Brasil e no Mundo. 2023.
  2. Kelley RE, Kelley BP. Heart–Brain Relationship in Stroke. Biomedicines. 2021;9(12):1835.
  3. Kato Y et al. Cardioembolic Stroke: Past Advancements, Current Challenges, and Future Directions. Int J Mol Sci. 2024;25(11):5777.
  4. Zedde M, Pascarella R. Cardioembolic Stroke: A Matter of Prevention. Rev Cardiovasc Med. 2023;24(1):21.
  5. AHA/ASA. 2021 Guideline for the Prevention of Stroke in Patients With Stroke and Transient Ischemic Attack. Stroke. 2021;52(7):e364–e467.
  6. ESC. 2024 ESC Guidelines for the Management of Atrial Fibrillation. Eur Heart J. 2024.
  7. Joglar JA et al. 2023 ACC/AHA/ACCP/HRS Guideline for Diagnosis and Management of Atrial Fibrillation. J Am Coll Cardiol. 2023. DOI: 10.1016/j.jacc.2023.08.017.
  8. Heidenreich PA et al. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure. J Am Coll Cardiol. 2022;79(17):e263–e421.
  9. ESC. 2023 ESC Guidelines for the Management of Acute Coronary Syndromes. Eur Heart J. 2023.
  10. Registro Joinvasc. Incidência de AVC em Joinville, 2021. SBAVC, 2022.
  11. Santos JV et al. AVC no Brasil: aspectos epidemiológicos da mortalidade no período de 2019 a 2023. Braz J Implantol Health Sci. 2025;7(3):1429–39.
  12. GBD 2019 Stroke Collaborators. Global, regional, and national burden of stroke. Lancet Neurol. 2021;20(10):795–820.
  13. Ford B, Peela S, Roberts C. Secondary Prevention of Ischemic Stroke: Updated Guidelines From AHA/ASA. Am Fam Physician. 2022;105(1):99–102.
Publicado em 01/04/2026